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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Casamento gay é aprovado no Brasil

Enquanto numa novela do SBT aparece primeiro beijo entre duas mulheres, Supremo aprova casamento gay

A novela Amor e Revolução irá exibir o primeiro beijo gay na TV brasileira, que será protagonizado por duas atrizes. Enquanto nossas crianças assistem a isso em horário nobre, o Supremo aprova a legalização do casamento gay.

Gostaria muito de compreender o que acontece com a atual sociedade brasileira, cuja cultura é enraizada no cristianismo? Como pensará a atual geração de crianças de crescerão vendo beijos gays na TV, ao lado de seus pais? A situação é preocupante...

Temos que respeitar os homossexuais. Nada justifica agressões físicas ou verbais contra eles. Todos nós temos liberdade de agir como quisermos na esfera privada, mas não é assim na esfera pública, na qual existem regras – muitas das quais tácitas, outras legais impostas por lei – que nos impõe certos padrões de comportamento. Na esfera privada, particular, os gays têm a liberdade de se comportar como bem entenderem, mas não é assim na esfera pública. A maior parte da sociedade brasileira ainda cultiva opiniões conservadoras sobre a questão homossexual, e isso deve ser respeitado pelos grupos minoritários liberais. O fato é que grande parte dos brasileiros não concorda com casamento homossexual. É extremamente raro ver um pai que gostaria de ter um filho para, na fase adulta, ser gay. O desejo natural é que ele se case e que lhe dê netos de forma natural, de acordo com as leis da natureza. São pouquíssimos que gostariam de ver dois homens se beijando em praça pública. O que pensaria uma criança se visse isso? Ficaria muito confusa. Os grupos homossexuais têm que entender que a sociedade, em muitas questões, tem expressado opiniões conservadoras. Vimos nas últimas eleições como o povo se manifestou fortemente contra a legalização do aborto.

O Supremo é o órgão máximo do poder judiciário, cabe-lhe julgar, e não legislar, ou seja, aprovar leis. Esta tarefa cabe ao poder legislativo. Essa atitude do Supremo Tribunal passa por cima da estrutura do estado democrático de direito, no qual cada poder tem suas atribuições específicas. E a aprovação de uma lei, que altere nosso Código Civil, não cabe ao judiciário, mas ao legislativo. Essa atitude é preocupante, pois coloca em cheque a atual estabilidade da democracia brasileira, com o Supremo legislando, sendo que essa não é sua atribuição. Isso é ainda mais preocupante pelo seguinte fato: acabamos colocando poder total nas mãos de alguns homens, que ao seu bem entender (sem querer saber a opinião da sociedade), aprovam o que querem, sem uma ampla discussão no Congresso, com os legítimos representantes da nação. Instala-se uma aristocracia – que significa o poder de poucos – no lugar da democracia – poder do povo. Abre-se um perigoso horizonte político para o Brasil, que tende a minar o estado democrático. Porque se o Supremo for cooptado por algum grupo político específico, ele passará a legislar (legitimar) para favorecer esse grupo político, apagando a voz do Congresso. Instala-se uma ditadura. Quebra-se a estrutura democrática dos três poderes. Na verdade, isto já está em processo desde a eleição de Lula. Ao aprovar o casamento gay, o Supremo mostra que está alinhado aos “valores” liberais da esquerda comunista do PT, cujo maior objetivo é destruir a democracia brasileira para a instauração de uma ditadura bolquevique, com economia de capital, aos moldes da China. Tal é o sonho da cúpula do PT desde o início dos anos 70. Infelizmente, sabemos quais são os próximos passos da agenda dos comunistas tupiniquins: a aprovação do aborto e das leis anti-homofobia.

Mas porque tanta mobilização pela causa gay? Ela seria tão fundamental para a sociedade brasileira? Não existiriam outras questões bem mais importantes com as quais o Supremo e o Congresso deveriam se deter? Certa vez o filósofo Luiz Felipe Pondé, com razão, afirmou que as crianças que morrem de fome e sede no nordeste não têm o mesmo lobby que os grupos homossexuais, por isso não há políticas públicas para atendê-las. Os homossexuais, ao contrário, possuem relevante influência no meio intelectual e artístico, se organizam em associações e pressionam os políticos e juizes para serem favorecidos. Já os pobres, as crianças e as mulheres violentadas por maridos insanos não têm esse poder de influência.

Certamente há questões muito mais relevantes que a causa gay, como, por exemplo, a discussão de um novo código penal, redução da idade penal, a pena de morte para crimes hediondos, leis mais duras contra a pedofilia, ao tráfico de drogas e a agressão à mulher. Estas são as verdadeiras grandes questões que necessitam de uma ampla discussão nas mais altas esferas do poder, questões que interferem na vida de milhões. Mas as atenções aos grandes temas, como estes, são desviadas por questões menores como casamento gay.

A aprovação do casamento gay pelo Supremo nada mais é que o cumprimento do que está previsto no documento PNDH-3, do ex-ministro do Lula, Paulo Vannuchi. No PNDH-3 vê-se como metas para o Brasil a aprovação de leis de casamento homossexual e aborto. Era só uma questão de tempo até que o Supremo fizesse o que fez, nesta semana. O PNDH-3 é uma imposição da ONU, como ouvi do próprio Vannuchi, para o Brasil. Vannuchi deixou claro, em palestra na UFSC por motivo do lançamento do PNDH-3, que as leis das nações têm sido impostas sistematicamente pela ONU. E, como sabemos, está nos planos da ONU uma drástica redução da população mundial a somente 2 bilhões até 2050. Como cumprirão esse objetivo? Simples, promovendo políticas pró-aborto e a cultura homossexual. Para cada casal homossexual são menos dois casais heterossexuais. Sendo que a média de filhos por família é de dois, chegamos ao número de menos quatro nascimentos de crianças para cada casal homossexual. Eis aqui a causa da promoção da cultura gay: a redução da população e a destruição da moral cristã centrada na família. No fundo, não há nada além disso.

Falta muita sabedoria a atual geração (principalmente aos que estão no poder), que está se acostumando cada vez mais com trivialidades, e passa seu tempo livre vendo novelas com beijos homossexuais.

4 comentários:

  1. Não concordo com o seu posicionamento. Aparentemente é uma pessoa culta e teve uma grande fonte de pesquisas na hora elaborar este artigo. Te felicito por isso. Contudo, tens uma mente muito fechada para a razão.
    Tem uma parte em que você diz: "(...) netos de forma natural, de acordo com as leis da natureza (...). De acordo com a psicologia não existe essa lei da natureza, pois a partir que esta permitiu ao ser humana racionalizar o deu o poder de optar pelo que bem entender. Mesmo em outras espécies a homossexualidade também é comum. Estudo psicologia na UFMG a três anos e posso lhe dizer que compreender a relação do ser humano consigo mesmo vai muito além de manuscritos religiosos.

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  2. Caro Wesley,
    Você ao menos concorda comigo em um ponto: que somos dotados de liberdade. Nós tomamos livremente nossas opções. A isto chama-se livre-arbítrio, que é uma doutrina cristã. Os animais não são dotados de tal liberdade: eis aqui uma grande diferença entre eles e os seres humanos. Nós desenvolvemos sofisticadas culturas (filosofia, arte, literatura, religiões, ética, etc.), que são transmitidas às gerações futuras. Isto não encontramos nos animais. Nós nos organizamos em sofisticadas estruturas sociais porque raciocinamos e temos linguagem. Os animais não têm nada disso. Eles simplesmente estão preocupados em sobreviver e se reproduzir, ao contrário dos seres humanos que têm uma existência muito mais profunda e complexa. De modo que não é válida sua comparação entre o comportamento dos seres humanos aos dos animais. Se o homossexualismo existe nos animais, não quer dizer que seja correto entre os humanos. Se seu argumento for correto, então temos que admitir como certo o assassinato, pois machos de certas espécies chegam a matar seus filhotes, ou brigam ferozmente pela fêmea. Ou ainda a aranha viúva negra que mata seu parceiro logo após a cópula. Tal comparação, se você refletir bem, rebaixa a condição humana ao nível animal.
    Sei que a psicologia atual diz que a distinção entre gênero masculino e feminino é puramente cultural. Esta concepção está equivocada. A psicologia não é uma ciência exata, e muitos de seus posicionamentos são sustentados mais pela especulação (pelos argumentos filosóficos), que pela comprovação em dados científicos coletados no mundo. Para a biologia é clara a distinção natural entre macho e fêmea. Esta diferença está no próprio DNA, que são diferentes entre os sexos. A diferença genética gera uma diferença de comportamento: há padrões de comportamento comuns a cada sexo. Também anatomicamente vê-se que a sexualidade não é cultural, mas dada pela natureza. Os órgãos sexuais são desenhados justamente para possibilitar a reprodução da espécie; estes órgãos se complementam/unem perfeitamente para cumprir sua função biológica. E, até onde eu saiba, não é possível a reprodução entre dois indivíduos do mesmo sexo. Estes fatos biológicos fazem com que cada sexo tenha naturalmente funções especificas dentro do meio em que vive. Não sei como tantos filósofos seculares e psicólogos conseguem negar estas verdades óbvias, biologicamente comprovadas.
    Wesley, obrigado por seu comentário. Gosto do debate. Não sou dogmático. Já mudei muito de posição sobre vários assuntos, mas continuo defendendo uma ideia até que me apresentem um forte argumento contrário. O que não ainda ocorreu sobre esta questão.

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  3. Parabéns pelo artigo.
    Hoje pela manhã, numa aula de redação a professora ao falar sobre o gênero Artigo de Opinião nos entregou uma folha com seu texto. Fiquei impressionada com as variadas informações que serviram de argumentos para sua tese. A partir de hoje estarei sempre por aqui lendo seus artigos, mais uma vez, parabéns!
    Bianca, Caldas Novas -GO

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