Páginas

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O fim do islamismo

Antonio Pinho

A Nova Ordem Mundial (NOM) é uma proposta civilizacional completa, que abarca todos os aspectos da vida humana, desde a alimentação à religião. Isso não é um mistério para todos aqueles que têm algum contato com a literatura sobre a NOM. Há projetos para a completa transformação da sociedade humana que são elaborados no seio das grandes fundações e institutos internacionais, sem contar com a ONU e as várias instituições associadas a ela.  A ideia de formar uma nova sociedade em laboratório não é nova, remonta às origens do renascimento. Mas há mais de um século da ideia se passou à ação. Obras como Poder Global Religião Universal, de Juan Claudio Sanahuja, ou False Dawn, de Lee Penn, mostram que há íntima relação entre a luta por um governo mundial e a unificação das religiões. A United Religions Iniciative (URI), por exemplo, é uma típica organização globalista que, com o pretexto do ecumenismo, vai esvaziando as religiões tradicionais, ao mesmo tempo que as unifica numa nova religião mundial ao estilo Nova Era, sem dogmas, panteísta e neo-pagã, na qual os escombros das religiões históricas serão todos misturados. Jesus, Maomé, Buda e todas as divindades do hinduísmo estarão lado a lado como representantes de uma sabedoria cósmica. É próprio da mentalidade Nova Era pensar que não há uma religião que seja a única expressão da verdade, mas que todas as religiões expressão de modos diferentes uma mesma verdade mais profunda. Ou seja, não há uma religião verdadeira, todas as religiões apresentam variadas formas de verdade. Todas as religiões são verdades. Se isso é verdade, então por que não unificar as religiões?

Na Nova Ordem Mundial não há, portanto, lugar para as religiões tradicionais. Organizações globalistas como a URI trabalham para desmontá-las, em favor de uma nova ética, de numa nova moral amoral e de um novo dogma da ausência de dogmas. Em suma, misturam-se todas as religiões e, assim, elas são destruídas. Aqueles que estudam a NOM pensam que seu alvo único é a destruição do cristianismo. Isso é totalmente equivocado. O islamismo também tem seus dias contados segundo o projeto civilizacional da Nova Ordem.

Durante o governo Obama o islamismo tem conseguido seguidas vitórias, e se propagado em todos os continentes em número de adeptos e influência cultural e política, inclusive na América e Europa. Isso poderia levar a entender que o islamismo, quem sabe, seria a grande religião da NOM. De fato, o islamismo tem prestado grandes serviços a NOM, como força que colabora com a destruição do cristianismo e do judaísmo, mas isso não implica que o islamismo seja a religião global do império universal da NOM. Muito pelo contrário. No momento oportuno, os globalistas saberão destrui-lo, e os destroços do islamismo serão absorvidos dialeticamente pela religião mundial neo-pagã. Maomé será só mais um dentre outras “divindades” do panteão da URI.

Na verdade, a radicalização do islamismo desde as últimas décadas do século XX já é o início de seu fim.

O papel do Islã atualmente é como uma forma de “periferia” do bloco comunista Russo-Chinês-Cubano. O islã, agora, portanto, colabora com a ação revolucionária mundial, pois a tática é sempre fomentar grupos com potencial de apresentar tendências antiocidentais e anticristãs. Tem que se lembrar que o islã atual, radical, que quer implantar teocracias comandadas pela lei islâmica, é um fenômeno bem moderno e atual, e não uma coisa tradicional, ligada às suas raízes históricas. Pois os países islâmicos até os anos 70 seguiam uma forte tendência a laicização, processo que foi interrompido com a revolução Iraniana de 80, que colocou os aiatolás no poder, e deu inicio a essa atual onda de radicalização. E tal radicalização nada mais é que sua caricatura, um espantalho. Não tardará o dia em que os globalistas que criaram esse espantalho voltar-se-ão contra ele, espancando-o impiedosamente, até que caia no chão despedaçado.

Na segunda metade do século XX, essa laicização do mundo muçulmano era já uma ação revolucionária, promovida pelo Partido Socialista Baath, do qual Saddam Hussein foi um grande nome. A imagem que ficou de Saddam é a do ditador genocida, que matou 200 mil cidadãos iraquianos. O que não se fala é que Saddam era um socialista. O socialismo do Partido Baath pregava o pan-arabismo, ou seja, a união de todas as nações árabes num super-estado que se estenderia do Marrocos ao Iraque. Outro nome do socialismo árabe era Gaddafi, outro excêntrico ditador. O Partido Baath representava a ala secular do movimento revolucionário árabe, ao passo que os aiatolás a ala radical. Temos aqui uma polarização do movimento revolucionário árabe/muçulmano, entre uma ala laica e outra guiada pela sharia. Essa polarização ficou patente na guerra entre Irã e Iraque, nos anos 80 do século XX. Tanto uma quanto outra ala eram benéficas ao movimento revolucionário: as duas resultariam na centralização do poder e na destruição do islamismo. E no futuro não muito distante é isso que ocorrerá. Um governo laico e socialista em poucas décadas destruiria o islã, como os socialistas latino-americanos destroem o cristianismo. Por outro lado, a caricatura radical do islã resulta na mesma destruição: fanatize o povo, lance-o numa feroz guerra contra Israel que a destruição espiritual também se realizará, com a vantagem de que fomentando a guerra, gera-se lucro às indústrias armamentistas.

A tendência socialista das atuais revoluções árabes continua viva, mesmo com a vitória dos aiatolás. Para eles a meta final é a mesma dos socialistas do Baath: a criação de um mega estado islâmico, unindo as nações islâmicas. Algo como uma espécie de “União Europeia” muçulmana. Essa é uma etapa preliminar para o califado universal dos sonhos da fraternidade muçulmana, a Nova Ordem Mundial dos islâmicos.
Os globalistas usam essas tendências radicais agora, mas logo vão se voltar para a destruição do próprio islamismo, e o atual radicalismo é no fundo o início dessa destruição. A meta final não é só a destruição do cristianismo, mas também do islamismo e do judaísmo, que serão substituídos, como sabemos, por um neo-panteísmo global. Então, a radicalização do islamismo é a etapa inicial de sua destruição, mas até lá ele está sendo muito bem usado pelos agentes globalistas/socialistas, e será muito útil para fomentar a centralização de poder. Uma coisa é certa. Nas próximas décadas nascerá uma grande nação islâmica com um só propósito e com curto prazo de validade. O grande inimigo é o de sempre: Israel e o Ocidente.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mais um exemplo de imbecilidade universitária

Antonio Pinho


Existe na Universidade Federal de Ouro Preto um “Centro de Difusão do Comunismo”, financiado com verbas do CNPQ, tendo em seus quadros 20 bolsistas.
Aqueles que criticam as realizações nefastas do comunismo costumam citar logo de cara a famosa cifra dos 100 milhões de mortos. Porém essas cifras são muito otimistas. Considerando que o marxismo é decisivo até hoje pela difusão de leis facilitadoras do aborto, a contagem de mortos sobe facilmente para 500 milhõe, vítimas do processo de construção da utopia de Marx (1).

É um dado amplamente conhecido que as universidades – e consequentemente todo o sistema de ensino, em seus diversos níveis – tornaram-se nada mais que caixas de ressonâncias da revolução comunista, por meio da infiltração do marxismo na cultura. Isso se dá fundamentalmente nas ciências humanas. No Brasil, praticamente não há departamento de ciências humanas que não esteja colonizado há décadas pelo marxismo cultural, em suas inúmeras variações. O marxismo diluiu-se tanto na cultura ocidental, que hoje ele é o ar que respiramos, como nos lembra Padre Paulo Ricardo (2). Essa diluição do marxismo é tamanha que se torna difícil identificar estruturas sociais, estéticas, comportamentais, leis, ou teorias acadêmicas que não tenham se transformado silenciosa e, de certa forma, inconscientemente em instrumento da revolução comunista. A isso se deve de que poucos hoje se declaram marxistas/comunistas, ou que conseguem detectar o triunfo do comunismo na cultura e na política. O senso comum crê piamente que o comunismo morreu junto com o fim da União Soviética. Mesmo assim, ainda surgem indivíduos abertamente comunistas, que se identificam como tal, e trabalham para difundi-lo no Ocidente.

Esse é o caso da Universidade Federal de Ouro Preto, que abriga um grupo que se denomina “Centro de Difusão do Comunismo”. Um núcleo de pesquisa que se dedicasse a estudar o comunismo e sua ação destrutiva ao longo do século XX não seria algo reprovável, muito pelo contrário, há a falta de grupos assim. Mas o tal centro não é apenas para o estudo acadêmico. Muito pelo contrário, sua preocupação é com a própria difusão de uma proposta de mundo que já matou meio bilhão de seres humanos. Se depender da universidade brasileira, o comunismo tem potencial para fazer muito mais.

De acordo com sua própria página, o Centro de Difusão do Comunismo é um “núcleo de estudo vinculado à tradição que se inspira em Marx e que defende o comunismo tem um objetivo seminal: a transformação da realidade” (3). Esse velho chavão comunista é sedutor, em teoria. Porém, na realidade concreta da história, as pilhas de cadáveres e as multidões de fetos abortados podem muito bem dizer o que significa “transformar a realidade”. Contudo, pensando melhor, a expressão em si não é contraditória, pois “transformar” não é sinônimo de “melhorar”. Pode-se muito bem transformar algo para a pior. E o marxismo é especialista em fazer isso. O objetivo dos comunistas de Ouro Preto é “lutar por uma sociedade para além do capital.”

O coordenador desse centro comunista é o professor André Luiz Monteiro Mayer, que tem um salário de R$ 8.839,53 por mês, como indica o Portal da Transparência (4).  Enquadra-se, portanto, dentro da indigesta classe média, tão odiada por sua colega e igualmente comunista Marilena Chauí (5), que ao afirmar que odeia a classe média, demonstra lutar contra sua própria classe. André Luiz Monteiro Mayer, que defende uma sociedade “para além do capital”, deixa claro que sua intenção, como a de qualquer comunista, é a destruição do mundo que está aí (ato eufemisticamente denominado de transformação do real). Demonstra assim que sofre gravemente de paralaxe cognitiva, como diria Olavo de Carvalho. Ou esse professor ignora o elementar fato de que é um funcionário público? Sendo assim, seu salário é pago com o dinheiro arrecadado com os impostos, que, por sua vez, são pagos pelas empresas que sobrevivem dentro da economia de mercado, produzindo riquezas, o capital, contra o qual tanto se orgulha em lutar. Se o professor André Luiz Monteiro Mayer obtivesse total sucesso em difundir o comunismo no Brasil, planificando totalmente a economia, e abolindo a propriedade privada, certamente repetiríamos o exemplo de todas as nações que fizeram o mesmo: milhões de mortos de fome, e colapso total da economia, produzindo milhões de indigentes. Nesse cenário, provavelmente esse professor perderia seu emprego, pois o governo não teria mais verbas para arcar com seu generoso salário, alimentando um grupo que, com o triunfante comunismo, se tornaria totalmente dispensável, oneroso e desnecessário, pois a difusão estaria completa. Ou seja, o sucesso pleno do Centro de Difusão do Comunismo significaria seu próprio fim. A vitória do que esse professor defende implicaria em sua completa ruína profissional e financeira. A crise da União Europeia – que tem natureza fortemente socialista – tem feito com que os governos cortem gastos com o funcionalismo público, o que implica na demissão de funcionários, e o corte de bolsas de pesquisa.

Lembremos que, como indica sua página, o Centro de Difusão do Comunismo é financiado pelo CNPQ, e afirma possuir 20 bolsistas (6). A vitória, no Brasil, do comunismo que existe na mente desses sujeitos faria desaparecer essa aparente inesgotável fonte de dinheiro que sustenta essa orgia pseudo-acadêmica.

O dinheiro dos impostos pagos pelos capitalistas é, assim, empregado pelo governo no financiamento de grupos como esses que pregam a destruição do próprio sistema que os sustenta. Estamos ou não diante de mais um sério caso de esquizofrenia coletiva?
 
Referencias:
(1) J. Rummel. Marxismo: máquina assassina, Disponível em: http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/14094-marxismo-a-maquina-assassina.html#.Uau7TU8Prrw.facebook
(2) Padre Paulo Ricardo. Revolução e Marxismo Cultural. Disponível em: http://padrepauloricardo.org/cursos/revolucao-e-marxismo-cultural
(3) http://www.cdc.ufop.br/
(4)http://www.portaldatransparencia.gov.br/servidores/Servidor-DetalhaRemuneracao.asp?Op=1&IdServidor=1137273
(5) http://www.youtube.com/watch?v=JJpK5mefsdY
(6) Informação disponível no site do Centro de Difusão do Comunismo (acessado no dia 02/06/2013).

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Casamento gay e a voz das massas, e o que Sócrates diria sobre isso tudo

Antonio Pinho

Ficou clara a manipulação da Rede Globo numa enquete em seu portal G1 sobre a questão do casamento gay, como deixou evidente o artigo de Cristian Derosa (1). Aqueles que lançaram essa pesquisa de opinião deram a entender que já tinham em mente um resultado desde o início. Queriam apenas números para justificar uma engenharia social não democrática. O simples fato de vários governos pelo Ocidente estarem tentando ao mesmo tempo implantar leis gayzistas evidencia que não estamos diante de uma mudança espontânea da sociedade, mas de uma estratégia de revolução internacional dos costumes muito bem orquestrada e centralizada na ação de certos indivíduos. A ONU com seus tecnocratas não eleitos decidiu que casamento gay é direito humano, e tem imposto isso às nações que se rendem a seu jugo.

O PNDH-3 do governo Lula – no qual há a promoção do aborto como direito da mulher e do casamento gay como direito humano – foi totalmente ditado pelas diretrizes da ONU, como o próprio texto introdutório deixa evidente. O governo revolucionário de Dilma apenas tem dado continuidade a ação destruidora da família já prevista pelo PNDH-3. As leis são elaboradas na ONU, e cabe aos parlamentos nacionais dar um verniz de legitimidade democrática às decisões autocráticas da ONU. Essa entidade tornou-se em pouquíssimo tempo o órgão da revolução mundial institucionalizada.

Esses tecnocratas da ONU já elegeram há muito seu modelo de futuro para a humanidade, e não estão nem um pouco interessados em saber o que cada um de nós pensa a respeito. Esse modelo de futuro para ser implementado necessita da destruição do mundo antigo, e dos valores daqueles que fazem parte desse mundo antigo.

O casamento gay é mais um golpe contra a família, como foi a mudança nas leis de divórcio. Hoje muitos gostam de saber que há leis que facilitam o divórcio, mas quando o divórcio é para os outros, porque ninguém casa já pensando em separar. O mesmo se dá com o casamento gay, “é bom mas se for para que os filhos dos outros, e não para meu filho”. Não encontro outra palavra para isso que hipocrisia. Se algo é naturalmente bom quero aquilo para mim também. Mas se digo que isso é bom só para os outros e não para mim, isso não pode ser bom. O mesmo vale para os ativistas pela liberação das drogas. Querem  droga livre para os filhos dos outros, não para o seu.

Está sendo demonstrado que o casamento está perdendo o sentido nos países onde foi aprovado o casamento gay. Vai se alargando artificialmente o sentido de família, até que no fim a família perde o sentido. As novas gerações, dentro dessa cultura fabricada em laboratório, deixam de ter a construção de sua própria família como meta de vida, porque ninguém luta para conquistar algo que não tem sentido ou valor. Além do mais, a propagação e divulgação midiática de casos de pedofilia geram um efeito bem claro nos jovens: o medo de ter filhos, e colocá-los num mundo degradado, cheio de pedófilos. Assim vai tendo sucesso as medidas de engenharia social cuja grande meta é a redução populacional em grande escala. Casamento gay, promoção da pedofilia, feminismo, aborto, eutanásia, ambientalismo: são várias as frentes de atuação dos revolucionários internacionais para criar um mundo despovoado, ou melhor, um mundo com diminuta população mundial, no qual a palavra família é um arcaísmo. Na mente dos revolucionários da ONU, quanto menor é o gado (que somos nós) mais eficiente será o controle estatal de todas as esferas da vida.

Agora é a vez do casamento gay. O que vai impedir depois de casamentos entre três ou quatro mulheres, ou entre três homens, ou entre um homem e seu filho, ou entre a mãe e sua filha, ou entre um homem e uma cabra, etc. Para mim é praticamente certo que logo após a onda gay virão ONGs defendendo essas “novas famílias”, e farão pressão junto aos poderes públicos para ter sustentação legal para sua imoralidade.
O plano já está há décadas delineado pelos globalistas. A família teve sua morte decretada por eles. Vejamos que na distopia do Admirável Mundo Novo não há famílias. Há apenas indivíduos impotentes perante um estado onipotente, que controla todos os passos da vida, desde sua concepção em laboratório, passando por uma educação estatal guiada por técnicas de condicionamento mental, até a morte e a cremação do corpo, cujas cinzas são reaproveitadas pelo Estado. Para o nascimento do Novo Homem, planejado nos laboratórios da ONU, o novo homem do novo mundo utópico, a família deve ser destruída, porque é a família a única barreira contra esse totalitarismo mundial que nos espreita.   

Para inculcar no povo que não adianta ir contra a maré, são fabricadas e divulgadas aos quatro ventos essas pesquisas de opinião, para mostrar aos conservadores que seu pensamento já está ultrapassado, que é uma minoria, dando a entender que deve abandonar suas antigas crenças, para adotar a nova mentalidade implantada nas massas por sofisticadas técnicas de manipulação mental.  

Estatísticas de pesquisas de opinião, dentro do atual contexto, não valem nada. Ou melhor, se valem algo – se dos dados forem honestos, os quais muitas vezes não são – é por mostrar que os globalistas com suas inúmeras redes de poder e mídia têm obtido êxito alterar a mentalidade das massas por meio de suas técnicas de controle comportamental, desenvolvidas dentro da psicologia de B. F. Skinner ou em lugares como o Instituto Tavistock.

Pesquisas de opinião não valem nada para o pensador sério, porque elas medem, em teoria, apenas o fluxo das opiniões, sobre temas pré-agendados pela média, temas sobre os quais está o foco da engenharia comportamental. Opinião e verdade são palavras que denotam realidades bem distintas. Uma sociedade justa deve se basear em valores verdadeiros e objetivos, e não em opiniões.

Isso me faz pensar em Sócrates, que fez a sábia oposição entre opinião e conhecimento (ciência). Quando certo dia ele decidiu sair pelas ruas de Atenas e interrogar seus cidadãos, descobriu que eles tinham muitas opiniões sobre os mais variados temas. Opiniões que submetidas ao teste da famosa dialética socrática mostraram-se totalmente infundadas e falsas. Viu que as opiniões eram como que véus a encobrir o conhecimento verdadeiro da realidade. Sócrates não daria a mínima para as atuais pesquisas de opinião. Imagino Sócrates hoje percorrendo as ruas das grandes metrópoles, interrogando os ativistas gays um por um, e destruindo opinião por opinião, argumento por argumento. Ficaria apenas uma verdade, que todos aqueles com quem ele dialogou tinham opiniões falsas sobre tudo. Sócrates não daria a mínima para as pesquisas de opinião, porque ele diria que entre opiniões e a verdade há uma imensa distância.

(1) http://ufscon.wordpress.com/2013/04/12/site-da-globo-faz-confusao-nas-enquetes-e-evidencia-manipulacao/

sábado, 9 de março de 2013

Aconteceu no dia da mulher



Antonio Pinho




Ocorreu no dia 8 de março, dia internacional da mulher, uma manifestação diante da Catedral Metropolitana de Florianópolis promovida por grupos feministas. 


Eu caminhava pelo centro de Florianópolis, em pleno dia da mulher, e eis que de repente me deparo com um grupo de mais ou menos 20 pessoas. Uma mulher de cabelos curtos e grisalhos, usando roupas que mais pareciam roupas masculinas, gritava em um megafone palavras de ordem, falando de um holocausto brasileiro contra as mulheres, sobre a violência feminina e de que medidas legais devem ser tomadas sobre isso. Era, portanto, mais um discurso esquerdista a injetar ódio na sociedade, mais especificamente no seio da família, incitando as mulheres a se tornarem inimigas dos homens. No fundo esse tipo de discurso instiga as mulheres a destruírem suas famílias por qualquer motivo, diante de qualquer problema que surja na relação com seu marido. Entra aí as leis do Estado todo poderoso que numa pretensa desculpa de defender a mulher de violência familiar a instiga a se separar e a processar seu marido. 


Nessa manifestação havia cartazes como: “vulva a revolução”, “estado laico”, “pelo aborto”, etc. Vi depois um dos manifestantes pegar o megafone e dizer as seguintes palavras de ordem: “não a bíblia”. Havia também homens vestindo saias, orgulhosos de seu feminismo. 


Percebi, nessa manifestação, a presença de vários gays e lésbicas. Falando com um dos participantes descobri que esse ato era organizado pela Marcha das Vadias e por um grupo GLBT da UFSC. Ficou evidente, assim, o vínculo entre o movimento gay e o movimento feminista na organização desse ato. Os cartazes deixavam claro a defesa da cultura da morte, e um forte sentimento anticristão, como mostra o cartaz conclamando a defesa de um estado laico. Sabemos muito bem que quando os movimentos revolucionários falam em estado laico estão, na verdade, fazendo apologia ao laicismo, que é algo bem diferente. O laicismo se volta contra o cristianismo somente, afastando sua presença e influência de todas as esferas sociais e públicas. 


Esse fato ocorrido diante da Catedral é mais uma manifestação de intolerância contra a religião, e mais um ataque a dignidade da vida, já que defendiam o aborto em seus cartazes. Feministas, gayzistas e laicistas: estavam todos ali unidos contra os valores cristãos. No fundo contra o próprio cristianismo. Estão eles totalmente alinhados com o globalismo. A Marcha das Vadias, por exemplo, que ajudou a organizar esse ato feminista em pleno dia da mulher, é já uma organização global, que se espalhou por tudo o orbe como um verdadeiro vírus contra a própria dignidade da mulher.




Vi ali uma minoria de 20 pessoas. Uma minoria barulhenta e intolerante, como toda minoria revolucionária. Os bolcheviques, que dominaram a Rússia e espalharam o comunismo pelo mundo, matando 150 milhões no século XX, também eram uma minoria. Hoje as feministas e os grupos gays também são uma minoria, mas as leis que são aprovadas devido ao seu lobby estão destruindo milhões de famílias e gerando um verdadeiro holocausto de fetos que são assassinados ainda no ventre de suas mães. 


Lembremos que as feministas têm total apoio da ONU, que tem feito aberta defesa do aborto com os tais “direitos reprodutivos”, um claro eufemismo para matança de fetos


Aquelas feministas, aqueles gays e lésbicas que vi no centro de Florianópolis, gritando seu ódio contra todos os valores da vida e da família, nada mais eram do que uma manifestação local de tudo o que defendem os globalistas instalados na ONU, que trabalham dia e noite pelo advento do satânico e totalitário governo mundial. Abortismo, movimento gay e feminismo são algumas das novas facetas adotadas pelo marxismo no século XXI.       

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Voltamos: como ser conservador na era do terrorismo digital

Antonio Pinho


Nosso blog da Juventude Conservadora retorna à internet após alguns meses.

Tive a ideia de criar tal movimento na UFSC após ter entrado em contato com o blog da Juventude Conservadora da UnB, de Felipe Melo. Via a urgência de levar tal ideia para o sul do Brasil, em virtude da delicada situação em que vive o povo brasileiro após uma década de um governo abertamente comunista, que apoia toda sorte de regimes autoritários, como Cuba, Venezuela e Iran. 

É para mim uma realidade altamente angustiante ver-se cercado por uma cultura e por um meio a cada dia mais e mais anticristão, contrário aos valores legados historicamente pelo Ocidente, cujo principal é o primado da liberdade da consciência individual perante Deus. É hoje inegável que há forças nacionais e internacionais que trabalham conscientemente para a supressão dessa consciência, em detrimento da qual se erguem as bases de um mundo novo, no qual a individualidade não tem lugar. Nesse novo contexto, a autonomia do indivíduo é nula, porque instâncias invisíveis e virtualmente onipotentes de poder – estatais ou não –, de ramificações globais, já decidiram o destino de todos nós. E o pior de tudo, não fomos consultados, nem muito menos sabemos o que se passa nessas instâncias de poder. Muito pior ainda, o cidadão médio nem sabe da existência de tais poderes, e do fluxo histórico em que vive. Fomos todos julgados e condenados, como se fôssemos personagens do misterioso e surreal O Processo de Kafka. Tal como K., não sabemos quem nos julga. Porém, entre K. e nós há uma diferença drástica: K. fora informado de que estava sendo processado, ao passo que nós não. Condenados como estamos, pelos globalistas, as penas já estão a ser aplicadas, e ainda assim continuamos sem ser informados. Tudo se dá no mais completo silêncio. Vivemos imersos numa mais perfeita revolução silenciosa.  

A América Latina caminha a largos passos rumo à formação de um grande bloco comunista, totalitário, cujo comando vem de Cuba. Para que isso não ocorra, cabe o início de um movimento nacional, consciente de sua missão diante da atual realidade política. Essa reação deva saber onde está o inimigo. Deve saber quem são os reais adversários e sua forma de ação. Para tanto necessitamos formar uma nova geração de pensadores conservadores que saibam onde está o inimigo, suas origens e forma de ação. Essa geração tem que ter uma visão coerente da realidade, exorcizada de todos os automatismos de pensamento e da mentalidade revolucionária de fundo marxista. 

O grande adversário da liberdade na América Latina é o Foro de São Paulo, fundado por Fidel Castro e Lula, e suas dezenas de ramificações partidárias. O comunismo cubano nos liga a poderes muitos maiores, como o bloco formado por Rússia e China, os quais apóiam tanto o sanguinário comunismo das Coréia do Norte, como o fundamentalismo islâmico enraizado em nações como o Iran e propagado por todo o Oriente Médio pela ação da Fraternidade Mulçumana. Respaldando todas essas ramificações de poder, encontra-se a doutrina política eurasiana de Alexandre Dugin, professor em Moscou, e mentor intelectual do regime anti-Ocidental de Putin, cuja meta maior é a destruição dos EUA. 

Além disso, a propagação do comunismo em nosso meio não estaria se dando com tanto sucesso se não fosse ancorada pelo marxismo dominante no meio da cultura – universidades e mídia. 

Colocados diante desse quadro, estando cercados por todos os lados – educação, cultura, mídia, política – cabe-nos fazer uma pergunta: o que fazer diante de tamanha rede de poder de intenções destrutivas e totalitárias?     
Antes de tudo, cabe-nos o estudo e a análise da situação, porque antes da guerra o inimigo tem que ser identificado. A primeira coisa é despertar, não se deixar ser enganado pelas ondas ideológicas em voga. E ocorre que hoje grande parte da intelectualidade brasileira está caminhando cega pela estrada globalista e esquerdista. Tendo formação precária não pode saber onde está o inimigo. O problema é que, como é fácil deduzir, a maioria absoluta da intelectualidade brasileira é parte do próprio inimigo, trabalhando inconscientemente, muitas vezes, para um propósito que desconhecem; servindo a um senhor cujo nome ignora.   

Para barrar esse avanço do marxismo em nosso continente cabe aos conservadores atuar também nessas duas frentes: mídia e universidades. Pois dessas duas frentes sairá o apoio para uma posterior atuação política. Seremos derrotados? Isso não importa, pois ao menos não incorreremos no pecado da omissão. Porque ver o mal e nada fazer é já praticar o mal. 
Aqui está nossa missão: reunir jovens universitários que estejam dispostos a estudar a atual realidade sócio-histórica e que atuem na cultura, numa verdadeira guerra cultural de longo prazo contra a guerra cultural silenciosa do marxismo. Movimentos universitários conservadores – como o pioneiro da UnB ou o da UFSC – têm uma importância histórica única, pois neles agora é que está se gestando uma nova intelectualidade a qual caberá restaurar nossa cultura ao alto nível que tinha até os anos 50/60 do século vinte – tempo em que a alta cultura brasileira se equiparava em muitos campos a alta cultura europeia –, antes maciça infiltração na esquerda marxista nos meios culturais, com o claro propósito de converter nossa nação ao comunismo, corroendo todas as suas bases cristãs. 

Cabe-nos defender os valores legados pela civilização Ocidental Cristã, os quais têm sido destruídos de forma vil. Cabe-nos defender a cultura contra aqueles que querem reescrever toda a história, olhando o mundo através do filtro maligno dos olhos destrutivos de Marx. Cabe-nos defender a verdadeira liberdade, a liberdade do indivíduo, contra toda forma de coletivismo totalitário, contra toda forma de Estado onipresente e onipotente. E essa luta inicia na cultura, nas universidades. 

Com esse pensamento nasceu o blog da Juventude Conservadora da UFSC: criar um veículo de informação e cultura universitária que quebrasse a hegemonia esquedista reinante. Foi uma luta inicialmente solitária. Não sabia se daria certo, mas sabia que algo tinha que ser feito. Logo foram aparecendo outros e mais outros. Uma rede de contatos e amizades muito rapidamente foi estabelecida, entre pessoas que tinham as mesmas ideias, propósitos e preocupações diante do atual estado de coisas. Em pouquíssimo tempo eu não estava mais só, e formou-se um grupo de estudantes que querem entender a atual sociedade, estudando-a. 

Muito rapidamente vi que a minoria conservadora não era tão minoria assim. A repercussão no blog foi muito além do esperado. Em um mês, o último em que ficou no ar, ele teve 12 mil acessos. Isso foi em meados de 2012, na época em que as universidades federais estavam em greve. Grande parte do causador dessa tamanha repercussão foi um artigo no qual tratei da falta de razão do movimento grevista dos professores. O artigo foi lido por milhares de pessoas, muitas das quais da própria UFSC. Ou seja, a universidade não ignorava nossa existência, muito pelo contrário, ouvia-nos. Não sei se a larga repercussão de meu artigo teve alguma influência nisso, mas o movimento grevista dentro da UFSC literalmente se dividiu. Nas primeiras assembléias quase a metade dos professores votaram contra a greve, que acabou durando pouco, terminando bem antes que a maioria das outras universidades federais. No fim das contas, o início das aulas no segundo semestre de 2012 foi minimamente prejudicado na UFSC, ao contrário de outras universidades, como a federal do Maranhão, na qual o ano letivo de 2012 só terminou em 2013, fazendo com que os alunos não tivessem férias de verão. 

O grande impacto que o blog da Juventude Conservadora da UFSC estava tento fez, obviamente, muitos inimigos dentro da esquerda. Toda a repercussão que narrei acima se deu em apenas três meses de existência do blog. Criado no início de junho de 2012, no dia 22 de agosto soube que ele estava misteriosamente fora do ar. Inicialmente pensei que fosse algo perpetrado por oposicionistas locais, mas o ataque que o blog sofreu foi algo a nível nacional. Vários outros sites e blogs conservares foram atacados exatamente na mesma época, como o blog de Julio Severo ou o Mídia Sem Máscara. Estava claro que era uma ação da esquerda articulada a nível nacional. Apesar da hegemonia da esquerda na grande mídia brasileira, tem se formado, na internet, uma mídia alternativa de alta qualidade e de grande repercussão. Basta ver o que ocorreu com o próprio blog Juventude Conservadora da UFSC, em sua primeira versão. Essa mídia alternativa e conservadora é a única na qual se pode confiar, e ela está chegando a um grande número de pessoas, quebrando o muro de silêncio da deliberada operação de desinformação da grande mídia. O pensamento conservador está sendo ouvido por cada vez mais pessoas pela internet, e isso preocupa enormemente a esquerda, que luta por manter sua hegemonia. E, para não perder a batalha na internet, a esquerda retorna às suas raízes de guerrilha. 
Como é possível ver na própria página oficial do PT, o partido de Lula está deliberadamente promovendo o banditismo virtual. Findo o tempo da guerrilha armada, do período militar, o PT e toda a esquerda passaram três décadas lutando somente na silenciosa guerra cultural para inculcar em todo o povo a mentalidade esquerdista e revolucionária. Agora retornam a guerrilha, só que não tem mais o fuzil na mão, e sim o computador. Para exemplificar essa nova forma de terrorismo, em maio de 2012 o PT realizou, no Paraná, um encontro sobre “militância virtual” (1). Quem conhece o passado de José Dirceu e Dilma – além de tantos outros –, inegavelmente ligados ao terrorismo de esquerda, que assolou o Brasil nos anos 60 e 70, sabe que no dicionário do PT “militância” é sinônimo de “guerrilha”. Isso confessa o próprio PT em seu site oficial, no qual localizei um artigo que faz uso aberto da expressão “guerrilha virtual”. O mesmo artigo reproduz as palavras de Sérgio Amadeu da Silveira numa deliberada defesa de ações de hacker na internet para uso político. Reproduzo aqui parte desse artigo:


“[...] a comunicação em rede abriu espaço para pequenos e importantes atores. Décadas depois, os hackers, que surgem nos anos 60 com a utopia “democratizar a informação é democratizar o poder”, se juntam aos ativistas sociais e hoje o ambiente da internet se transforma em palco para inúmeras lutas, a partir da ação dos ciber e hackerativistas.
“A partir dos anos 90, os hackers se politizaram, porque boa parte integra o movimento de Software Livre e, de repente, teve que passar a enfrentar o Estado para poder exercer seu hobby, que é desenvolver códigos e compartilhar conhecimento. Tiveram que se coletivizar para enfrentar as leis de propriedade intelectual, que se enrijeceram no mundo inteiro”, explicou Sérgio Amadeu.
“Hoje, uma das maiores expressões globais no novo ativismo digital são os Anonymous, um modelo de ação que nasce nos Estados Unidos entre ativistas, artistas e hackers e que passou a ter importância no mundo inteiro. Usando as técnicas do hackeamento e da hipertrofia, realizaram a Operação Payback, em protesto à retirada do site do Wikileaks pelos Estados Unidos e ao corte do financiamento do site de denúncias através de cartões de crédito.
““Quando fizeram isso, já havia 800 espelhos idênticos do Wikileaks no mundo. Ao mesmo tempo, sobrecarregaram o servidor dos cartões de crédito até ele cair, gerando milhões em prejuízo em todo o mundo. Isso é hipertrofiar, inverter a lógica. Não é crime, é protesto digital”, afirma Sérgio Amadeu. “A nova lógica dos movimentos, aqui na América Latina inclusive, onde Brasil e Argentina são pontas, não é mais “Proletários de todo mundo, uni-vos”. É “Hackers de todo o mundo, dispersem-se”, acrescentou.” (2)


Como assim, “não é crime, é protesto digital”? O que os hackers fazem? Derrubam sites, roubam dados, infectam computadores. Isso tudo é crime, seja qual for o propósito, político ou não. Porém, o PT e suas cabeças “pensantes” crêem que se é para ativismo político tudo vale, inclusive terrorismo digital.
    
Vemos então uma estranha coincidência, o PT em maio de 2012 realiza eventos de “militância virtual”, e em junho os sites conservadores são alvo de criminosos ataques. Não estou apontando responsáveis, mas há aqui algo bem estranho, você não acha? 

O óbvio é que o PT está formando militantes para guerrilha virtual, e isso não escondem de ninguém. O próprio site deles diz tudo. A mentalidade criminosa e terrorista do PT continua a mesma de seus fundadores, apenas mudaram de armas, jogaram as balas fora e se conectaram a internet para calar a boca virtual de seus opositores.  
   
O vínculo do PT com o terrorismo digital tornou-se ainda mais evidente quando foi divulgado que Ricardo Poppi Martins – militante do PT e coordenador-geral de Novas Mídias, cargo subordinado a Secretaria-Geral da presidência – foi para Cuba em fevereiro de 2013 participar de um evento “sobre técnicas de ‘ciberguerra’ e ‘novas formas de comunicação de rede e batalhas virtuais’” (3). Que intenção há no governo brasileiro em enviar um representante para a ilha cubana para participar de tal evento? Odiando mortalmente toda forma de pensamento conservador, Dilma e Lula vão obviamente acobertar toda forma de ataque a sites conservadores – já atacados em 2012 por criminosos até agora desconhecidos. 

Dominada toda a grande mídia, que se cala diante dos crimes do governo, alimentada por centenas de milhões de reais dos cofres públicos, resta calar as vozes dissidentes que resistem solitárias e dispersas pela internet. Vozes essas, felizmente, que estão incomodando cada vez mais gente.    

Referências:

(1) PT Paraná realiza encontro para militantes virtuais. http://www.pt.org.br/noticias/view/pt_parana_realiza_encontro_para_militantes_virtuais 

(2) Debate: Ativismo digital enfrenta desafios para ganhar ruas na América Latina. http://www.pt.org.br/noticias/view/ativismo_digital_enfrenta_desafios_para_ganhar_ruas_na_america_latina     
(3) Revista Veja, edição 2309, pág. 62-3.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Como me converti ao comunismo

Antonio Pinho


A lembrança ainda está bem nítida em minha mente. Estava eu na sétima série, sendo estudante de uma escola pública, localizada no subúrbio. A desgraça toda ocorreu numa aula de geografia. Seguindo o programa “normal” da disciplina, como assim a ordenava o MEC, chegara o momento de abordar os sistemas sócio-econômicos, ou seja, capitalismo versus comunismo. 


O livro didático louvava o comunismo como uma teoria maravilhosa, a salvação para a humanidade, ao passo que demonizava o capitalismo. O comunismo era perfeito, ao entender do autor, imperfeitos foram os que o colocaram em prática. Esse simples detalhe, esse pequeno erro em transpor a teoria à realidade gerou a desgraça toda que foi o século XX. Segundo o autor de meu antigo livro de geografia, havia dois tipos de comunismo, o ideal e o real. Colocados lado a lado, capitalismo e comunismo, pelo livro de geografia, passei a deplorar o sistema em que vivia e a sonhar com o dia em que o ideal do comunismo viraria realidade sobre todo o mundo. Foi nesse dia em que me converti ao comunismo. Nele tinha minha verdadeira fé. Eu cria que o comunismo transfiguraria a terra, tornada um inferno pelo capitalismo, num verdadeiro céu jamais visto na história humana. Naquele dia, naquela maldita aula de geografia, sai do reino da realidade para entrar no reino da ilusão. 


Terminada a oitava série, entrei por meio de concurso na Escola Técnica (atual Instituto Federal) para estudar o Ensino Médio. Lá a desgraça de minha ilusão só continuou. Seguidor do credo comunista como era, odiava os Estados Unidos e amava Cuba de todo meu coração, tendo seu grande líder na figura de um Santo, verdadeiro salvador daquela ilustre ilha caribenha. 


A “educação” que me foi dada pela Escola Técnica, em vez de me fazer voltar à realidade – fazendo-me sair daquele infeliz sonho comunista – só fez-me entrar em sonhos mais fantasiosos. Na primeira fase do curso havia uma disciplina que Relações Humanas, em que o professor fazia os alunos falarem diante da turma de algum tema dessa coisa (relações humanas) que até hoje não sei o que é realmente. Chegada minha vez, escolhi logo abordar o tema do imperialismo norte-americano. Falei sobre o tema para toda a sala, mesmo não tempo isso nenhuma relação com o tema da disciplina. Como eu poderia falar a turma, queria falar daquilo que me despertava tanto interesse, essa nefasta influência dos EUA sobre a cultura brasileira, destruindo-a e substituindo-a pela cultura global imposta pelos EUA. Em minha mente, essa ação destruidora da cultura norte americana afetava as relações humanas – que eu entendia como o modo através do qual as pessoas se relacionam/interagem – destruindo o modo de ser brasileiro, sua cultura e sua mentalidade, e em seu lugar estava sendo imposta uma cultura norte-americana, global e tirânica.  


O irônico é que esse modo de pensar, totalmente infantil, é idêntico ao modo como Alexander Dugin analisa o papel dos EUA diante da Nova Ordem Mundial. Como ficou claro no debate entre Dugin e Olavo de Carvalho, para Dugin a Nova Ordem Mundial é coisa dos EUA, e são os EUA que estão impondo a todo o mundo seu modo de vida, sua cultura, em detrimento das culturas locais. Para Dugin, como para mim quando era adolescente, a homogeneização do mundo rumo ao modo americano de ser era uma obra consciente e destrutiva dos EUA. E isso deveria ser barrado, pensava eu, imaturo adolescente, e hoje pensa Dugin, homem altamente culto e mentor da geopolítica da Rússia. Eu queria que os EUA fossem destruídos, como hoje quer Dugin. Tanto isso é verdade que fiquei radiante de alegria, quando estudante de oitava série, cheguei em casa e na TV vi a imagem de Nova Iorque coberta de fumaça. Era 11 de setembro de 2001. Quem sabe este é o início do fim dos EUA, eu pensa cheio de esperança. 


Na Escola Técnica o tempo passou e vieram as aulas de sociologia. A disciplina nada mais era que um pretexto para fazer apologia de Cuba e do comunismo. Lembro-me muito bem dos discursos da professora defendendo o sistema econômico cubano, como ele era justo e melhor que o modelo estadunidense. A lavagem cerebral operada em sala de aula, principalmente nas aulas das disciplinas de ciências humanas, era aprofundada nas palestras que os professores organizavam. Lembro-me de palestras que defendiam a economia comunista e o desarmamento. Houve até uma palestra sobre antitabagismo, outra bandeira esquerdista. O mais escandaloso de tudo foi a palestra dada por um cubano que foi a Escola Técnica elogiar o sistema cubano e a ditadura sangrenta de Fidel Castro, tudo ilustrado com slides de fotos da ilha cubana da fantasia. Deu-nos o palestrante um quadro completamente radiante da ilha de Fidel Castro, que dava vontade a qualquer um de conhecê-la pessoalmente, ver suas maravilhas com os próprios olhos, e não apenas por fotos.


Terminado o Ensino Médio, o serviço estava completo, e eu tornara-me um amante e defensor da revolução comunista mundial. Os mentores do MEC tinham conseguido em mim aquilo que queriam. Minha educação, dentro do propósito para o qual fora planejada, havia sido um completo sucesso. Acreditava nos principais pontos da agenda globalista, como o controle da natalidade, desarmamento, superação dos estados nacionais e redução populacional. Quando iniciei a votar, logicamente votava com o PT, assim como meus professores. E assim ajudei o mais detestável e corrupto presidente do Brasil chegar ao poder, para poder transformar o Brasil numa Cuba bem maior, de dimensões continentais.    


Fiz vestibular para cursar Letras numa universidade federal, e lá o trabalho teve prosseguimento. Todos meus professores de literatura brasileira ou de teoria da literatura eram esquerdistas. Um inclusive – segundo vim a saber muito tempo depois – fora membro do partido comunista da argentina. Esse professor é declaradamente gayzista, e em vez de dar aulas de literatura, defendia em sala de aula a retirada dos crucifixos de lugares públicos e da aprovação do casamento gay. 


Diante da deplorável situação que entrava na universidade, apesar de seguir o curso até me graduar, comecei desde cedo a estudar por conta própria – ler o que meus colegas nem imaginavam em ler – e a descobrir a verdade. Não sei como, eu estava numa universidade tomada pelo marxismo cultural, e passei a sentir cada vez mais uma aversão a esse meio em que convivia. Quem sabe, por ação divina, meu comunismo foi dando lugar a realidade novamente. Aos poucos, estudando só, ainda nos tempos de minha graduação, fui me livrando de meu doentio esquerdismo. É um mistério sobre mim que ainda não entendo plenamente. Estando num ambiente universitário em que a revolução comunista era o ar que se respirava, tornei-me conservador. Creio que em grande parte isso de deveu as leituras que busquei por conta própria. Iniciei na filosofia a ler Platão, Plotino, São Tomás de Aquino e Santo Agostinho. Sofri lentamente, então, uma nova conversão, do comunismo ao cristianismo. As páginas dos diálogos de Platão e as obras de São Agostinho foram minha vacina contra a esquerdopatia que eu contraíra na educação pública. Seus textos clássicos foram um balde de água jogado sobre mim durante um longo sobre. Então, num salto, acordei para a realidade.      


Fora da escola, por esforço próprio, tive que buscar me livrar de tudo lixo comunista que tantos professores tenham me enfiado na cabeça sem pedir minha permissão. Felizmente há o livre-arbítrio. Somos todos livres. Assim, de posse de minha liberdade, livrei-me de Marx e de seus discípulos. 


Lá na origem de tudo, de todo o mal, estava um maldito livro de geografia. Agora é com revolta que vejo que as atuais crianças são educadas em novos manuais ainda mais descaradamente marxistas, distorcendo todos os dados objetivos da história e da sociedade para a favorecer a visão doentia de mundo comunista. Há hoje um livro de geografia que afirma:


“A maneira como o capitalismo se organiza e se desenvolve tem sido apontada como a principal causa dos grandes dilemas que enfrentamos, ou seja, esse sistema não tem sido capaz de assegurar uma convivência harmoniosa entre os seres humanos e destes com a natureza. Nessa perspectiva, muitos estudiosos afirmam que a profunda crise pela qual passa o mundo de hoje é gerada pelo sistema capitalista”. (p. 49) (1)   


Vejamos só o que o livro fala de Cuba:


"Esse governo, de natureza ditatorial, introduziu uma ampla reforma agrária, eliminando os latifúndios, e passou ao controle do Estado os meios de produção, nacionalizando as empresas estrangeiras. Além disso, priorizou de maneira absoluta os setores de saúde e educação, fato que proporcionou uma expressiva melhora nas condições de vida da população.”
(...)
Mesmo sofrendo o embargo econômico promovido pelos Estados Unidos, Cuba conseguiu colocar em andamento as reformas econômicas planejadas pelo regime socialista. Isto foi possível com o apoio que o país recebeu da União Soviética, seu mais importante parceiro comercial. A União Soviética adquiria grande parte do principal produto cubano: o açúcar.”


Nosso governo comunista dominado por um partido insano, comandado por um homem mais insano ainda, Lula, está distribuindo esse livro por todo o Brasil, formando milhões de novos idiotas comunistas, ovelhas dóceis a aceitar o socialismo e a Nova Ordem Mundial. Ovelhas a continuar a votando no PT, perpetuando-o no poder, até que todas as antigas estruturas de um mundo cristão tenham sido destruídas, substituídas por globalismo, abortismo, gayzismo, socialismo, e todos os demais ismos que persistem em não ir logo para a lata de lixo da história. Mas continuo tendo a convicção de que um dia o comunismo será derrotado, irá para o nada. Se isso não se der for forças humanas, será pela força divina.


Um dia Fidel Castro, Lênin, Stalin, Cuba, Marx, União Soviética, comunismo e tudo mais não serão mais recordados. Nesse dia existirá uma nova ordem verdadeira, não dá ONU, de Soros, de Rockfeller, dos Bilderbergs, mas de Nosso Senhor Cristo. Essa Nova Ordem não será mundial apenas, mas cobrirá todo o cosmo. Dentro dessa Ordem se tornará completo o plano original de Deus para a história humana. Dentro da Ordem divina haverá a perfeição na eternidade, na qual seremos guiados face a face pelo Criador de todas as coisas, a Verdade do Verbo.    



Referência:

(1) Clauber Cristofen Pires. Doutrinação ideológica escolar: Geografia vivência e espaço, 8º ano. http://www.midiasemmascara.org/artigos/educacao/13860-doutrinacao-ideologica-escolar-geografia-espaco-e-vivencia-8oano.html