Antonio Pinho
Minha vida transformou-se, nesta semana, num roteiro digno de Kafka,
como comentei em meu artigo anterior. Mas cometi um equívoco: a
diferença entre K. e mim é, na verdade, grande. K. nunca soube o
conteúdo de seu processo, e foi morto pelo Tribunal sem o saber. Por
outro lado, sobre meu processo está tudo bem claro: agora sei qual seu
conteúdo.
Ontem fui a Procuradoria da UFSC ter acesso a íntegra de meu processo, o que é meu direito. Como comentou Constantino,
o conteúdo da acusação inaugura uma nova modalidade do marxismo
brasileiro: “além da doutrinação marxista nas faculdades, agora há uma
modalidade nova, que é a perseguição ideológica aos que discordam. Não
basta enfiar Marx goela abaixo dos alunos inocentes, pintar murais com a
imagem do assassino Che Guevara e criar matérias inteiras só sobre o
marxismo. É preciso intimidar e calar os que ousam pensar de forma
independente.” Sim, é bem isso mesmo. Entramos numa nova fase de nossa
cubanização, e sei do que falo, pois agora mesmo estou sofrendo isso na
pele.
O Procurador-Chefe da UFSC errou feio a levar adiante essa denúncia.
Ela é totalmente infundada e, o mais grave, anticonstitucional, pois vai
contra o artigo 5 da Constituição – falei disso no artigo anterior. Não
só o procurador-chefe errou feio. O gabinete da reitoria também. Há
documentos assinados em meu processo pelo Chefe de gabinete da reitora,
com carimbo e tudo mais. Ou seja, tenho a prova material que a reitora
sabia sim de tudo o que se passou. Ela é do PSOL, e está claramente
promovendo perseguição ideológica contra mim. Não bastou o tiro no pé
que foi o convite do terrorista Cesare Battisti à UFSC, agora eles me
vêm com essa. Lembrem de uma coisa: o nome do evento para o qual o
Battisti foi convidado chamava-se “quem tem o direito ao dizer”. Se é
para terrorista, esse “direito” está garantido, se é para que um
ex-aluno (blogueiro independente) expresse o que pensa, esse direito não
existe. É a velha lógica da esquerda stalinista: dois pesos duas
medidas. Um terrorista assassino pode falar, eu que nunca matei uma
galinha não posso. É ridículo! E olha que estou moderando aqui na
adjetivação.
A reitoria deu um tiro no pé. Isso é evidente. Achou que estava se
metendo com um covarde que age sorrateiramente como a esquerda sempre
faz, nas sombras, fazendo suas burradas sempre que possível bem
escondidinho.
Já disse isso, eu não fiz nada escondido. Essa notificação da UFSC
chegou a mim, e assim que pude a digitalizei e postei na internet. Se
não devo, logo não temo, portanto, não escondo. Quem se esconde são
eles, pois a denúncia foi anônima, e mesmo totalmente descabida, foi
levada adiante pela burocracia cubanizada da UFSC. Esse é só o primeiro
capítulo de uma história muito surreal. Aguardem pelos próximos.
sábado, 30 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
UFSC, processe-me! Como estou sendo perseguido por ser conservador
Antonio Pinho*
Dia 26 de novembro de 2013. Esta é a data em que me senti
metamorfoseado em K., o conhecido personagem de “O Processo”, de Kafka.
Eu estava em minha escrivaninha, no computador, olhando
mensagens pouco antes de sair a um compromisso, quando chega, em minhas mãos, uma
carta em envelope oficial da UFSC. Na hora até brinquei: “A UFSC deve estar me
processando hehehehe”. Pensei que era uma notificação qualquer, algo da
burocracia normal da universidade, por eu ter sido aluno da UFSC. Mas, ao abrir
o envelope e sacar o documento, vejo que aquilo que falei em tom jocoso era a
pura verdade: eu estou de fato sendo acionado judicialmente pela UFSC. Na hora
me veio à mente a imagem de Kafka: os oficiais entrando, logo de manhã, no quarto
de K. para detê-lo. Minha vida transformada num roteiro surreal kafkiano.
Processado? Por que motivo?
O motivo é obvio, apesar disso não ser dito na carta. É a
velha perseguição ideológica pura e simples, que sempre é promovida pela
esquerda contra aqueles que ousam defender valores contrários ao politicamente
correto, que não vivem pautando sua existência na luta pela revolução. Muito menos
tranquila é a vida de sujeitos como eu que gastam o tempo e o dinheiro que não
têm, que procuram estudar e defender os valores que a Civilização Ocidental nos
legou. Um dos principais desses valores é a liberdade de expressão, que é
assegurada na Constituição do Brasil: “é livre a expressão da atividade
intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de
censura ou licença” (Artigo 5, IX). No exercício da liberdade de expressão a
Constituição proíbe apenas o anonimato, o que é completamente justo. Quem quer
falar o que quer, tem que assumir as consequências públicas pelo que diz. Por isso
anonimato é proibido, pois é um ato de covardia. Eu nunca publiquei algo anônimo.
Todos meus escritos podem ser lidos em meu blog pessoal www.cibercronicas.blogspot.com
, ou no blog da “UFSC Conservadora” (www.ufscon.wordpress.com),
do qual sou editor e criador. Nada do que fiz foi escondido.
Vivemos teoricamente numa democracia, na qual há, teoricamente,
a possibilidade do pleno exercício da liberdade de expressão. As leis da nação em
que nasci garantem isso, também em teoria. A Constituição é teoria, e não a
realidade dos fatos. O fato é que ousei ir contra a maré da cubanização do
Brasil, comecei a escrever e divulgar meus textos em blogs e no Facebook.
Também acabei formando um grupo de estudantes denominado “UFSC Conservadora”. A repercussão foi muito além da esperada. Meus
textos começaram a ter milhares de acessos, bem como o blog UFSC Conservadora.
Comecei a incomodar, e logo vieram as perseguições. Posicionei-me publicamente
contra a greve das universidades federais de meados de 2012, num texto chamado “UFSC em greve”. Logo em seguida o blog UFSC Conservadora foi atacado e saiu do ar.
Isso se deu na mesma época em que outros sites de perfil conservador também foram
atacados, como o Mídia Sem Máscara. Mas a UFSC Conservadora continuou existindo,
no início deste ano criamos outro blog, o UFSCon.
Continuamos incomodando a esquerda, alcançando literalmente
milhares de leitores. O auge foi a carta-manifesto de João Victor Gasparino, que
divulgamos no novo blog da UFSC Conservadora. Esta carta acabou gerando um
debate a nível nacional sobre a doutrinação marxista na educação, principalmente
dentro das universidades. Devido à carta de João Victor, em 3 dias tivemos mais
de 40 mil acessos, por causa da divulgação que Rodrigo Constantino fez em seu
blog na Veja. Outro texto meu, na mesma temática, “Carta aberta contra o socialismo na UFSC” teve também milhares de acessos, foi publicada em outros
sites e comentada pelo jornalista Aloísio Amorim.
No dia 6/11 ajudei a organizar, juntamente com outros amigos
da UFSC Conservadora, uma manifestação contra a vinda do terrorista Cesare Battisti. No fim o terrorista não veio. Ele cancelou na véspera, mas mesmo
assim nos manifestamos. Será que foi por medo de reações contrárias? Nossa manifestação
influenciou nessa desistência? Não sei, mas eu não poderia me calar diante do
uso da universidade para a exibição pública de um criminoso internacional, já
julgado e condenado a prisão perpétua. O nome do evento no qual Battisti daria
palestra se chamava “quem tem o direito ao dizer”. Pelo que sei, o direito de
bandido é estar na cadeia, e não dando palestra em universidade. Pelo visto, na
democracia brasileira, o terrorista Cesare Battisti tem o direito ao dizer, eu não.
Para a esquerda devo ficar caladinho, no meu canto.
Para mim está bem claro que a UFSC está me perseguindo
ideologicamente, por eu ser conservador, e ter formado um grupo de pessoas que
se denomina “UFSC Conservadora”. Não usamos o logotipo da universidade, nem no
Facebook, muito menos no blog. Em ambos fica claro que somos um grupo
independente de pessoas – principalmente de estudantes ou ex-estudantes –, ligadas
de algum modo a UFSC. Não usamos um único centavo de dinheiro público. Não usamos
o espaço físico da UFSC. Não usamos a marca/logotipo da UFSC. Apenas somos
conservadores, e divulgamos nossas ideias. Isso “denigre” a imagem da instituição?
Na mente perturbada de muitas pessoas, conservador e
fascista são sinônimos. Quem assim pensa não tem a mínima ideia do que seja
conservadorismo e fascismo. Igualar os dois pensamentos políticos é o mesmo que
igualar Margaret Thatcher ao Tiririca, que é um humorista muito engraçado, e
deveria ter ficado só no humor. Procurem e vejam se humilhamos ou insultamos
alguma pessoa em nossa página. Não encontrarão nada. Quem denegriu a imagem da
UFSC foi o gênio que teve a ideia de convidar Cesare Battisti para dar uma
palestra. Este sim manchou nacionalmente o nome da instituição, e deveria ser
processado por isso.
Aos esquerdistas da UFSC aqui fica o recado: querem me processar, fiquem à vontade. Processem-me. Não tenho medo de vocês. Temo apenas a Deus, e ao julgamento dEle. Não temo o julgamento dos homens. Não me calarei.
Vejam abaixo a correspondência que recebi da UFSC com essa ameaça judicial:
* É editor do blog UFSC Conservadora, e mestre em Letras pela UFSC.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Carta aberta contra o socialismo na UFSC
Antonio Pinho
Caros alunos da UFSC,
Dirijo-me a vocês, estudantes da nova geração, porque a antiga, a de seus professores, está corroída até a alma pelo verme da desonestidade. A esperança de que a saúde intelectual e moral dessa nação melhore está em vocês. Espero que estas breves palavras tenham algum impacto em vocês, como um balde de água que se joga em alguém que antes dormia. Meu chamado a vocês é que ACORDEM para o grande perigo que nos rodeia.
Vejo um futuro negro a nossa nação. Vejo esse futuro sombrio se materializar velozmente ao meu redor. Continuando o atual processo destrutivo e revolucionário, o Brasil deixará de existir em duas ou três décadas, diluindo-se na “Pátria Grande” latino-americana, que está agora mesmo sendo construída pela esquerda. A Pátria Grande será um mega bloco comunista totalitário governado desde Havana, pelo Foro de São Paulo, no qual as atuais nações latino-americanas serão meras províncias de um grande e centralizado governo. O Brasil entrará, portanto, muito em breve, para a lata de lixo da história. Dele só se terá uma breve lembrança, que lá houve uma ditadura terrível, que tendo matado 300 pessoas, foi pior que a ditadura de Fidel Castro que matou mais de 115 mil pessoas. O Brasil será uma nota de rodapé – muito vergonhosa – na história da construção da gloriosa Pátria Grande. Se continuarmos seguindo a estrada na qual caminhamos, este será, sem dúvida alguma, o ponto de chegada.
No meio disso tudo, há uma criminosa conivência de setores da UFSC pela destruição da cultura e da soberania nacional. Muitos cursos e centros de pesquisa das ciências humanas tornaram-se apenas instrumentos dóceis nesse processo revolucionário, caixas de ressonância de ideologias forjadas em Cuba e na Venezuela. Muito se falou do Centro de Difusão do Comunismo da Universidade Federal de Outro Preto, mas a UFSC também tem o seu. É o IELA (Instituto de Estudos Latino-Americanos), cujos membros são ligados a partidos comunistas e ao Foro de São Paulo. Esse grupo luta abertamente pela construção de um futuro comunista ao Brasil, e a sua destruição em favor da construção da Pátria Grande latino-americana. O símbolo do Foro está estampado em publicações do IELA. Se o Centro de Difusão do Comunismo foi fechado por fazer propaganda política com recursos públicos, o que é ilegal, o mesmo deveria ocorrer com o IELA, que promove eventos na UFSC como a Semana Paulo Freire ou as Jornadas Bolivarianas, eventos nos quais participam agentes do governo cubano e abertamente ligados ao Foro de São Paulo.
O CDS – Centro de Desportos – da UFSC, no qual ocorre a semana Paulo Freire, bem que poderia se chamar Centro de Difusão do Socialismo (ainda hoje desconfio que a sigla CDS seja isso mesmo).
Como comunismo e perseguição cristã sempre andam de mãos dadas, os setores revolucionários da UFSC não poderiam ficar de fora. Os símbolos cristãos são ofendidos em meio à praça do campus, por estudantes do curso de Artes Cênicas. Ao mesmo tempo, nas salas de aula das ciências humanas, há a hegemonia do sentimento anticristão e do materialismo. O centro de psicologia dá andamento à destruição da moral quando praticamente só se interessa em pesquisar sobre sexualidade. Os pedagogos da UFSC promovem concursos de cartazes “anti-homofobia” em escolas infantis de Florianópolis, que significa a destruição dos valores que as crianças aprendem em casa e na igreja, e a preparação das novas gerações à aceitação da legalização da pedofilia (a meta última do movimento gay é esta, e não apenas a legalização do casamento homossexual). As feministas se reúnem anualmente para propagar o ódio ao cristianismo e o fim da família tradicional num evento chamado “Fazendo o Gênero”. O curso de Direito faz apologia aberta ao governo genocida dos irmãos Castro ao organizar o “Cuba em Foco”.
É um verdadeiro crime intelectual ver como vários setores da UFSC deixaram de fazer ciência para apenas propagar a revolução. A depender de muitos criminosos que atuam nessa universidade sob o título de “pesquisador”, a União Soviética renascerá numa versão tropical e latina.
Atenciosamente,
Antonio Pinho
Editor e articulista do blog UFSC Conservadora.
05/10/2013
Originalmente publicada em http://ufscon.wordpress.com/2013/10/05/carta-aberta-contra-o-socialismo-na-ufsc/
Caros alunos da UFSC,
Dirijo-me a vocês, estudantes da nova geração, porque a antiga, a de seus professores, está corroída até a alma pelo verme da desonestidade. A esperança de que a saúde intelectual e moral dessa nação melhore está em vocês. Espero que estas breves palavras tenham algum impacto em vocês, como um balde de água que se joga em alguém que antes dormia. Meu chamado a vocês é que ACORDEM para o grande perigo que nos rodeia.
Vejo um futuro negro a nossa nação. Vejo esse futuro sombrio se materializar velozmente ao meu redor. Continuando o atual processo destrutivo e revolucionário, o Brasil deixará de existir em duas ou três décadas, diluindo-se na “Pátria Grande” latino-americana, que está agora mesmo sendo construída pela esquerda. A Pátria Grande será um mega bloco comunista totalitário governado desde Havana, pelo Foro de São Paulo, no qual as atuais nações latino-americanas serão meras províncias de um grande e centralizado governo. O Brasil entrará, portanto, muito em breve, para a lata de lixo da história. Dele só se terá uma breve lembrança, que lá houve uma ditadura terrível, que tendo matado 300 pessoas, foi pior que a ditadura de Fidel Castro que matou mais de 115 mil pessoas. O Brasil será uma nota de rodapé – muito vergonhosa – na história da construção da gloriosa Pátria Grande. Se continuarmos seguindo a estrada na qual caminhamos, este será, sem dúvida alguma, o ponto de chegada.
No meio disso tudo, há uma criminosa conivência de setores da UFSC pela destruição da cultura e da soberania nacional. Muitos cursos e centros de pesquisa das ciências humanas tornaram-se apenas instrumentos dóceis nesse processo revolucionário, caixas de ressonância de ideologias forjadas em Cuba e na Venezuela. Muito se falou do Centro de Difusão do Comunismo da Universidade Federal de Outro Preto, mas a UFSC também tem o seu. É o IELA (Instituto de Estudos Latino-Americanos), cujos membros são ligados a partidos comunistas e ao Foro de São Paulo. Esse grupo luta abertamente pela construção de um futuro comunista ao Brasil, e a sua destruição em favor da construção da Pátria Grande latino-americana. O símbolo do Foro está estampado em publicações do IELA. Se o Centro de Difusão do Comunismo foi fechado por fazer propaganda política com recursos públicos, o que é ilegal, o mesmo deveria ocorrer com o IELA, que promove eventos na UFSC como a Semana Paulo Freire ou as Jornadas Bolivarianas, eventos nos quais participam agentes do governo cubano e abertamente ligados ao Foro de São Paulo.
O CDS – Centro de Desportos – da UFSC, no qual ocorre a semana Paulo Freire, bem que poderia se chamar Centro de Difusão do Socialismo (ainda hoje desconfio que a sigla CDS seja isso mesmo).
Como comunismo e perseguição cristã sempre andam de mãos dadas, os setores revolucionários da UFSC não poderiam ficar de fora. Os símbolos cristãos são ofendidos em meio à praça do campus, por estudantes do curso de Artes Cênicas. Ao mesmo tempo, nas salas de aula das ciências humanas, há a hegemonia do sentimento anticristão e do materialismo. O centro de psicologia dá andamento à destruição da moral quando praticamente só se interessa em pesquisar sobre sexualidade. Os pedagogos da UFSC promovem concursos de cartazes “anti-homofobia” em escolas infantis de Florianópolis, que significa a destruição dos valores que as crianças aprendem em casa e na igreja, e a preparação das novas gerações à aceitação da legalização da pedofilia (a meta última do movimento gay é esta, e não apenas a legalização do casamento homossexual). As feministas se reúnem anualmente para propagar o ódio ao cristianismo e o fim da família tradicional num evento chamado “Fazendo o Gênero”. O curso de Direito faz apologia aberta ao governo genocida dos irmãos Castro ao organizar o “Cuba em Foco”.
É um verdadeiro crime intelectual ver como vários setores da UFSC deixaram de fazer ciência para apenas propagar a revolução. A depender de muitos criminosos que atuam nessa universidade sob o título de “pesquisador”, a União Soviética renascerá numa versão tropical e latina.
Atenciosamente,
Antonio Pinho
Editor e articulista do blog UFSC Conservadora.
05/10/2013
Originalmente publicada em http://ufscon.wordpress.com/2013/10/05/carta-aberta-contra-o-socialismo-na-ufsc/
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Sadomasoquismo em praça pública, ou cenas de um bordel universitário
Antonio Pinho
A cena se passa em plena praça
central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Um rapaz, na faixa
dos vinte anos, veste roupas femininas e uma peruca que lhe cobre o rosto. A
caixa de som está ao lado, e o microfone na mão. O som que se ouve é uma
“clássica” batida ao ritmo funk. O rapaz canta versos altamente poéticos, como
“eu estou cansado de ficar com o pau na mão”, enquanto rebola ao olhar de
dezenas de estudantes. Noutro momento, ele está de nádegas desnudas nas quais
são dadas fortes chicotadas e vigorosos tapas, o que fica comprovado pela
vermelhidão da pele maltratada. O agressor das nádegas: outro rapaz de mesma
idade, vestido de padre católico, que usava um grande crucifixo em seu peito,
portando nas mãos o chicote. A estampa da camiseta do agredido também era a de
um crucifixo. Entrevistado pela TV universitária, o rapaz travestido afirma: “o
manifesto é perigoso e pelo gozo dentro da universidade” (1). Coincidência ou não, há na universidade um grupo
chamado “Gozze! Coletivo Universitário pela Diversidade Sexual”(2), cujos
membros organizam em Florianópolis a Marcha das Vadias, sendo frequentemente
vistos manifestações feministas.
Essa cena de sadomasoquismo em praça
pública foi promovida por estudantes de artes cênicas na mesma semana em que
ocorria um evento feminista no campus da UFSC chamado Fazendo Gênero (3). Já
está em sua 10ª edição, na qual conta com mais de 5 mil inscritos do Brasil e
do exterior (4). São ativistas feministas e do movimento gay de todo o Brasil
que se reúnem anualmente, em Florianópolis, para defender o aborto e a agenda
do movimento homossexual.
O curso de Artes Cênicas
institucionalizou o ridículo denominando-o de arte. Em 2010, por exemplo, outro
aluno de artes cênicas foi detido no campus por estar fazendo uma “performance artística”
completamente pelado diante do restaurante universitário (5). Recitar Camões
seria, na mente deles, uma manifestação artística das elites. A verdadeira
arte, a revolucionária, exige atos revolucionários. Então saia por aí pelado ou
vista-se como um travesti sadomasoquista.
O sentimento anticristão é patente
nisso tudo. O cristianismo é historicamente a religião que defende a vida desde
sua concepção até a morte natural. Aborto e infanticídio eram práticas
culturalmente aceitas na Europa pré-cristã. Foi a conversão do Império Romano ao
cristianismo que levou à aceitação de todos os filhos que fossem gerados,
quantos fossem eles. Nada justificava tirar a vida de um inocente dentro da cultura
cristã que ascendia ao mesmo tempo em que Roma decaia. Agora que a cultura
cristã decai, ascendem os velhos valores pagãos opostos à lei de Cristo, que
corresponde à própria natureza do homem, enquanto ser criado por Deus. A universidade, que é um desses frutos da civilização cristã, agora volta-se contra
sua própria origem. Os estudantes nas universidades medievais tinham status de
clérigos, e gozavam dos privilégios da classe clerical. Agora, nesse tempo de inversão
total dos valores, a universidade torna-se palco no qual uma multidão de
feministas e ativistas gays se reúnem para defender a morte dos humanos mais
indefesos, os fetos. Essa mesma multidão vê na Igreja a fonte de todos os
males, sentimento que é explicitado nessa patética demonstração “artística”: um
aluno vestido de padre chicoteando um travesti. A Igreja é o mal porque defende
a vida, ao passo que eles são os bons porque defendem a morte e ridicularizam
os sacerdotes. Eis aqui o satânico princípio da inversão da realidade.
Simbolicamente o satanismo faz isso invertendo, por exemplo, a cruz. Socialmente
faz isso invertendo a moral e, até mesmo, a estrutura objetiva do real: a
baixeza exibida como arte, o culto a morte como virtude heroica, o ódio a religião
como forma de amor etc.
A universidade deixou de ser um centro de ciência e se transformou num grande bordel, no qual as almas dos jovens são prostituídas. Cortada a raiz cristã que criou a ciência, a instituição universitária perde seu sentido. Uma árvore sem raiz morre e deixa de produzir frutos. Da mesma forma, numa universidade que nega suas origens cristãs, a ciência deixa de existir, desfigurando-se a universidade em mera caixa de ressonância de ideologias gestadas na UNESCO. De modo igual, a arte deixa de ser o culto ao belo e passa a ser o culto às mais baixas formas de degradação humana.
A universidade deixou de ser um centro de ciência e se transformou num grande bordel, no qual as almas dos jovens são prostituídas. Cortada a raiz cristã que criou a ciência, a instituição universitária perde seu sentido. Uma árvore sem raiz morre e deixa de produzir frutos. Da mesma forma, numa universidade que nega suas origens cristãs, a ciência deixa de existir, desfigurando-se a universidade em mera caixa de ressonância de ideologias gestadas na UNESCO. De modo igual, a arte deixa de ser o culto ao belo e passa a ser o culto às mais baixas formas de degradação humana.
(1) Vejam as cenas em http://www.youtube.com/watch?v=QVYcyDNKgNY
e http://www.youtube.com/watch?v=5ho_Tr1BucA&feature=youtu.be
terça-feira, 20 de agosto de 2013
O triste fim (provisório) do Centro de Difusão do Comunismo, e outras reflexões
Antonio
Pinho
Início de junho deste ano fiquei
sabendo da existência de um núcleo chamado Centro de Difusão do Comunismo,
sediado na Universidade Federal de Ouro Preto. Uma instituição pública mantendo
em seu seio as mesmas idéias que mataram centenas de milhões de pessoas. Quem
crê e faz apologia do crime é igualmente criminoso. Ora, apologia do crime é,
obviamente, um crime. Um grande historiador da II Guerra Mundial, Victor
Suvorov declarou, no livro O Grande
Culpado, que a história da União Soviética deveria ser estudada pela
criminologia. Não só a história soviética é um grande crime, toda a trajetória
do movimento comunista é uma sucessão de crimes. O comunismo – e suas infinitas
variantes – é o maior crime da modernidade, quiçá da história universal.
Enquanto na Romênia há um centro
para o estudo dos crimes do comunismo, no qual o professor Olavo de Carvalho
proferiu uma palestra sobre a mente revolucionária, no Brasil havia o oposto,
um centro não para denunciar o crime, mas para propagá-lo, e o pior, com verba
pública.
Os romenos sofreram na carne o peso
de um regime baseado na psicopatia e no desprezo da dignidade da vida humana. E
agora estudam o tempo do horror para, quem sabe não, repeti-lo. Os romenos
estudam os crimes do comunismo com a autoridade de quem é testemunha ocular do
crime, de quem sofreu na pele o horror comunista. Os brasileiros, por outro
lado, que nunca sentiram na carne o peso do totalitarismo genocida, fazem questão
de importar o crime de lugares em que as pessoas de bem fazem o possível para rejeitá-lo,
como o caso romeno demonstra.
É um truísmo afirmar que a educação brasileira
é completamente controlada pelo comunismo, que transformou o sistema
educacional em ferramenta da revolução social, para destruir um sistema em que
os valores nascem naturalmente da família e da religião, colocando em seu lugar
um sistema revolucionário, em que os valores emanam do estado, que os controla
e os planeja para os interesses do estado. Sobram coletividades, pessoas
atomizadas e engolidas pelo estado, pelo Grande Irmão de Orwell.
Mas essa destruição atualmente não se
dá se forma explícita, por isso a aparição de um Centro de Difusão do Comunismo
soa quase como uma figura mitológica que continua sendo objeto de culto na era
da tecnologia. Do ponto de vista estratégico, esse Centro é um aborto. O bom
comunista contemporâneo infiltra-se, ocupa os espaços, altera o sistema gradativamente
desde dentro, de forma que no fim do processo, o povo converteu-se na
coletividade revolucionária sem sabê-lo. Sendo comunista em ações, no plano das
idéias o povo crê fielmente que o comunismo morreu. Como ocorre com grande
parte da população atual. Mesmo entre os universitários pouquíssimos percebem
que vivem num sistema que em grande parte (senão a maior parte) já é
socialista. Esse é o comunismo “inteligente”, refinado do ponto de vista
estratégico. Mas parece que a grande estratégia gramsciana, dominar pela
cultura, deu um tiro no próprio pé. A revolução comunista na educação gerou um
emburrecimento geral das novas gerações.
A nova geração de comunistas, criada nesse sistema Paulo Freire, é infinitamente
menos qualificada do ponto de vista intelectual. A coletivização da educação revolucionária
coletivizou a burrice, seja a burrice de direita ou de esquerda. Nesse quadro em
que a cultura parece de Alzheimer em estágio avançado, nasce o Centro para difundir o comunismo, que
ostenta em seu próprio nome claramente os objetivos da propagação do uma forma
totalitária de sociedade.
Apesar dos largos passos dados pela revolução
comunista no mundo, nos EUA de Obama, na França de Hollande, e principalmente
na América Latina, ainda há espaços para ir contra o eclipse moral de nosso
tempo. O juiz federal José Carlos do Vale Madeira, do Maranhão, suspendeu as
atividades do Centro dos comunistas de Ouro Preto. Isso ocorre dois meses após a
notícia desse Centro ter circulado a internet, chegando a ser citado na revista
Veja e em artigo de Olavo de Carvalho. Esse centro nasceu em 2012, e um ano
depois encontra seu fim. Erro estratégico! São comunistas analfabetos no próprio
comunismo. Pelo que é possível ver no plano dos cursos que eram dados nesse
centro, liam só Marx. Faltou incluir Gramsci na lista das leituras.
A ação judicial contra o Centro é um
ato simbólico, mesmo que não gere muitas conseqüências. Ainda que trevas morais
e políticas cubram boa parte de nossa nação, há aqueles que, mesmo isolados,
resistem. O ato do juiz Madeira foi movido por uma ação judicial popular. O herói
nacional nessa luta contra o Centro comunista é Pedro Leonel Pinto de Carvalho,
que entrou na justiça contra uma aberração educacional. Se ações assim de
multiplicarem aos milhares, haverá esperança. A ação individual sobre problemas
locais pode sim ajudar a moralizar a atmosfera coletivamente esquizofrênica.
Claro que os comunistas recorreram,
e não podemos alimentar ilusões. É muito provável que em instâncias superiores
esse processo caia nas mãos de um juiz comunista, e tudo voltará ao que era no
início. Se chegar ao Supremo Tribunal Federal, hoje totalmente ocupado por
agentes da revolução, aí mesmo que o Centro se fortalecerá. De qualquer forma,
o fundador do Centro comunista continuará lá, na tranqüilidade de seu cargo
público de professor, fazendo lavagem cerebral em seus pupilos. O fim do Centro
de Difusão do Comunismo não significa que terminará a difusão do mal. Poderá (e
creio que o fará) recriar a qualquer momento, outro centro com outro nome mais
discreto, sem ostentar os símbolos comunistas, mas com o mesmo funcionamento,
difundindo o mesmo vírus ideológico. Bastará ser mais gramsciano.
Mas, pensando de outra forma, nem
quase tudo voltará a ser o que era, porque a ação simbólica não se perderá. Uma
ação por menor que seja não pode ser desfeita. Fica um valor simbólico e um
incentivo às novas gerações de que é possível lutar contra o crime e contra os proponentes
de idéias criminosas, aqueles que corrompem a alma de uma nação movidos pelas
obras de homens psicóticos como Marx, cuja mente era alimentada por “vapores
infernais”, como escreveu em poemas de sua juventude, louvando ação destrutiva do
grande Opositor de Deus.
O jovem Marx sonhava caminhar sobre
os escombros de um mundo arruinado. Queria ser como Deus, pois se Deus cria,
ele destruiria o mundo com suas idéias, igualando-se ao Criador. O século XXI é
o próprio século dos escombros deixados pelo século XX. A revolução destrói e
nada constrói. A educação revolucionária destruiu uma educação que no fim das
contas educava. E o que colocou no lugar? Uma educação que não educa. Os
responsáveis? São sujeitos como os do Centro comunista de Ouro Preto, que
desistem de passar o legado cultural dos séculos que nos precederam – um legado
que eles próprios desconhecem – e preferem “transformar” (leia-se “destruir”)
aquilo que já está transformado. Querem destruir os escombros do cenário mesmo da
destruição. E a destruição da destruição. Escombros sobre escombros. Cabe a nós
caminhar sobre esses cacos, juntar um pedaço e outro, e lutar não pela “transformação
social”, mas para que nossa alma não se deixe perder pelos erros desse século.
Temos que transcendê-lo ancorados pelo legado dos sábios dos outros séculos,
que também transcenderam seus séculos. Foram muito maiores que os erros de sua
época, e sua voz ainda é audível a nós, enquanto os corruptores das almas estão
para sempre silenciados.
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A criação de um centro, que não se
envergonha de ostentar a difusão do comunismo genocida, representa o sentimento
inconsciente dos revolucionários de que eles venceram. Não é mais preciso se
esconder, atuar no silêncio pela infiltração. É este um sentimento
inconsciente, porque na consciência deles quem vence por toda parte é o
Capital. Sua alienação cognitiva é tão grande que não conseguem ver que eles é
que dominam o cenário. Não estão na periferia, mas no centro do processo. Não vão
as vítimas, mas os algozes. Dizem que estamos na era da hegemonia do Capital,
quando vivemos num tempo que a hegemonia é o pensamento revolucionário. Não vêem
que a tradição é a própria revolução. Sua visão do real e de seus papéis
sociais é completamente invertida. E nisso são bons comunistas, porque é próprio
do marxismo inverter a estrutura do real, falseando-o.
Por outro lado, o provisório fim,
por via judicial, do Centro dos comunistas de Ouro Preto representa o início
simbólico de um momento novo na história do Brasil, algo muito incipiente, que
é um despertar nas consciências de uma nova geração para a estrutura objetiva
da realidade, e do respeito pela tradição. Enfim, vejo que em muitos jovens
brasileiros há o despertar desse longo sono. Um despertar para o real, o que é,
no fim das contas, uma redescoberta da Verdade.
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quinta-feira, 4 de julho de 2013
O fim do islamismo
Antonio Pinho
A Nova Ordem Mundial (NOM) é uma proposta civilizacional completa, que abarca todos os aspectos da vida humana, desde a alimentação à religião. Isso não é um mistério para todos aqueles que têm algum contato com a literatura sobre a NOM. Há projetos para a completa transformação da sociedade humana que são elaborados no seio das grandes fundações e institutos internacionais, sem contar com a ONU e as várias instituições associadas a ela. A ideia de formar uma nova sociedade em laboratório não é nova, remonta às origens do renascimento. Mas há mais de um século da ideia se passou à ação. Obras como Poder Global Religião Universal, de Juan Claudio Sanahuja, ou False Dawn, de Lee Penn, mostram que há íntima relação entre a luta por um governo mundial e a unificação das religiões. A United Religions Iniciative (URI), por exemplo, é uma típica organização globalista que, com o pretexto do ecumenismo, vai esvaziando as religiões tradicionais, ao mesmo tempo que as unifica numa nova religião mundial ao estilo Nova Era, sem dogmas, panteísta e neo-pagã, na qual os escombros das religiões históricas serão todos misturados. Jesus, Maomé, Buda e todas as divindades do hinduísmo estarão lado a lado como representantes de uma sabedoria cósmica. É próprio da mentalidade Nova Era pensar que não há uma religião que seja a única expressão da verdade, mas que todas as religiões expressão de modos diferentes uma mesma verdade mais profunda. Ou seja, não há uma religião verdadeira, todas as religiões apresentam variadas formas de verdade. Todas as religiões são verdades. Se isso é verdade, então por que não unificar as religiões?
Na Nova Ordem Mundial não há, portanto, lugar para as religiões tradicionais. Organizações globalistas como a URI trabalham para desmontá-las, em favor de uma nova ética, de numa nova moral amoral e de um novo dogma da ausência de dogmas. Em suma, misturam-se todas as religiões e, assim, elas são destruídas. Aqueles que estudam a NOM pensam que seu alvo único é a destruição do cristianismo. Isso é totalmente equivocado. O islamismo também tem seus dias contados segundo o projeto civilizacional da Nova Ordem.
Durante o governo Obama o islamismo tem conseguido seguidas vitórias, e se propagado em todos os continentes em número de adeptos e influência cultural e política, inclusive na América e Europa. Isso poderia levar a entender que o islamismo, quem sabe, seria a grande religião da NOM. De fato, o islamismo tem prestado grandes serviços a NOM, como força que colabora com a destruição do cristianismo e do judaísmo, mas isso não implica que o islamismo seja a religião global do império universal da NOM. Muito pelo contrário. No momento oportuno, os globalistas saberão destrui-lo, e os destroços do islamismo serão absorvidos dialeticamente pela religião mundial neo-pagã. Maomé será só mais um dentre outras “divindades” do panteão da URI.
Na verdade, a radicalização do islamismo desde as últimas décadas do século XX já é o início de seu fim.
O papel do Islã atualmente é como uma forma de “periferia” do bloco comunista Russo-Chinês-Cubano. O islã, agora, portanto, colabora com a ação revolucionária mundial, pois a tática é sempre fomentar grupos com potencial de apresentar tendências antiocidentais e anticristãs. Tem que se lembrar que o islã atual, radical, que quer implantar teocracias comandadas pela lei islâmica, é um fenômeno bem moderno e atual, e não uma coisa tradicional, ligada às suas raízes históricas. Pois os países islâmicos até os anos 70 seguiam uma forte tendência a laicização, processo que foi interrompido com a revolução Iraniana de 80, que colocou os aiatolás no poder, e deu inicio a essa atual onda de radicalização. E tal radicalização nada mais é que sua caricatura, um espantalho. Não tardará o dia em que os globalistas que criaram esse espantalho voltar-se-ão contra ele, espancando-o impiedosamente, até que caia no chão despedaçado.
Na segunda metade do século XX, essa laicização do mundo muçulmano era já uma ação revolucionária, promovida pelo Partido Socialista Baath, do qual Saddam Hussein foi um grande nome. A imagem que ficou de Saddam é a do ditador genocida, que matou 200 mil cidadãos iraquianos. O que não se fala é que Saddam era um socialista. O socialismo do Partido Baath pregava o pan-arabismo, ou seja, a união de todas as nações árabes num super-estado que se estenderia do Marrocos ao Iraque. Outro nome do socialismo árabe era Gaddafi, outro excêntrico ditador. O Partido Baath representava a ala secular do movimento revolucionário árabe, ao passo que os aiatolás a ala radical. Temos aqui uma polarização do movimento revolucionário árabe/muçulmano, entre uma ala laica e outra guiada pela sharia. Essa polarização ficou patente na guerra entre Irã e Iraque, nos anos 80 do século XX. Tanto uma quanto outra ala eram benéficas ao movimento revolucionário: as duas resultariam na centralização do poder e na destruição do islamismo. E no futuro não muito distante é isso que ocorrerá. Um governo laico e socialista em poucas décadas destruiria o islã, como os socialistas latino-americanos destroem o cristianismo. Por outro lado, a caricatura radical do islã resulta na mesma destruição: fanatize o povo, lance-o numa feroz guerra contra Israel que a destruição espiritual também se realizará, com a vantagem de que fomentando a guerra, gera-se lucro às indústrias armamentistas.
A tendência socialista das atuais revoluções árabes continua viva, mesmo com a vitória dos aiatolás. Para eles a meta final é a mesma dos socialistas do Baath: a criação de um mega estado islâmico, unindo as nações islâmicas. Algo como uma espécie de “União Europeia” muçulmana. Essa é uma etapa preliminar para o califado universal dos sonhos da fraternidade muçulmana, a Nova Ordem Mundial dos islâmicos.
Os globalistas usam essas tendências radicais agora, mas logo vão se voltar para a destruição do próprio islamismo, e o atual radicalismo é no fundo o início dessa destruição. A meta final não é só a destruição do cristianismo, mas também do islamismo e do judaísmo, que serão substituídos, como sabemos, por um neo-panteísmo global. Então, a radicalização do islamismo é a etapa inicial de sua destruição, mas até lá ele está sendo muito bem usado pelos agentes globalistas/socialistas, e será muito útil para fomentar a centralização de poder. Uma coisa é certa. Nas próximas décadas nascerá uma grande nação islâmica com um só propósito e com curto prazo de validade. O grande inimigo é o de sempre: Israel e o Ocidente.
A Nova Ordem Mundial (NOM) é uma proposta civilizacional completa, que abarca todos os aspectos da vida humana, desde a alimentação à religião. Isso não é um mistério para todos aqueles que têm algum contato com a literatura sobre a NOM. Há projetos para a completa transformação da sociedade humana que são elaborados no seio das grandes fundações e institutos internacionais, sem contar com a ONU e as várias instituições associadas a ela. A ideia de formar uma nova sociedade em laboratório não é nova, remonta às origens do renascimento. Mas há mais de um século da ideia se passou à ação. Obras como Poder Global Religião Universal, de Juan Claudio Sanahuja, ou False Dawn, de Lee Penn, mostram que há íntima relação entre a luta por um governo mundial e a unificação das religiões. A United Religions Iniciative (URI), por exemplo, é uma típica organização globalista que, com o pretexto do ecumenismo, vai esvaziando as religiões tradicionais, ao mesmo tempo que as unifica numa nova religião mundial ao estilo Nova Era, sem dogmas, panteísta e neo-pagã, na qual os escombros das religiões históricas serão todos misturados. Jesus, Maomé, Buda e todas as divindades do hinduísmo estarão lado a lado como representantes de uma sabedoria cósmica. É próprio da mentalidade Nova Era pensar que não há uma religião que seja a única expressão da verdade, mas que todas as religiões expressão de modos diferentes uma mesma verdade mais profunda. Ou seja, não há uma religião verdadeira, todas as religiões apresentam variadas formas de verdade. Todas as religiões são verdades. Se isso é verdade, então por que não unificar as religiões?
Na Nova Ordem Mundial não há, portanto, lugar para as religiões tradicionais. Organizações globalistas como a URI trabalham para desmontá-las, em favor de uma nova ética, de numa nova moral amoral e de um novo dogma da ausência de dogmas. Em suma, misturam-se todas as religiões e, assim, elas são destruídas. Aqueles que estudam a NOM pensam que seu alvo único é a destruição do cristianismo. Isso é totalmente equivocado. O islamismo também tem seus dias contados segundo o projeto civilizacional da Nova Ordem.
Durante o governo Obama o islamismo tem conseguido seguidas vitórias, e se propagado em todos os continentes em número de adeptos e influência cultural e política, inclusive na América e Europa. Isso poderia levar a entender que o islamismo, quem sabe, seria a grande religião da NOM. De fato, o islamismo tem prestado grandes serviços a NOM, como força que colabora com a destruição do cristianismo e do judaísmo, mas isso não implica que o islamismo seja a religião global do império universal da NOM. Muito pelo contrário. No momento oportuno, os globalistas saberão destrui-lo, e os destroços do islamismo serão absorvidos dialeticamente pela religião mundial neo-pagã. Maomé será só mais um dentre outras “divindades” do panteão da URI.
Na verdade, a radicalização do islamismo desde as últimas décadas do século XX já é o início de seu fim.
O papel do Islã atualmente é como uma forma de “periferia” do bloco comunista Russo-Chinês-Cubano. O islã, agora, portanto, colabora com a ação revolucionária mundial, pois a tática é sempre fomentar grupos com potencial de apresentar tendências antiocidentais e anticristãs. Tem que se lembrar que o islã atual, radical, que quer implantar teocracias comandadas pela lei islâmica, é um fenômeno bem moderno e atual, e não uma coisa tradicional, ligada às suas raízes históricas. Pois os países islâmicos até os anos 70 seguiam uma forte tendência a laicização, processo que foi interrompido com a revolução Iraniana de 80, que colocou os aiatolás no poder, e deu inicio a essa atual onda de radicalização. E tal radicalização nada mais é que sua caricatura, um espantalho. Não tardará o dia em que os globalistas que criaram esse espantalho voltar-se-ão contra ele, espancando-o impiedosamente, até que caia no chão despedaçado.
Na segunda metade do século XX, essa laicização do mundo muçulmano era já uma ação revolucionária, promovida pelo Partido Socialista Baath, do qual Saddam Hussein foi um grande nome. A imagem que ficou de Saddam é a do ditador genocida, que matou 200 mil cidadãos iraquianos. O que não se fala é que Saddam era um socialista. O socialismo do Partido Baath pregava o pan-arabismo, ou seja, a união de todas as nações árabes num super-estado que se estenderia do Marrocos ao Iraque. Outro nome do socialismo árabe era Gaddafi, outro excêntrico ditador. O Partido Baath representava a ala secular do movimento revolucionário árabe, ao passo que os aiatolás a ala radical. Temos aqui uma polarização do movimento revolucionário árabe/muçulmano, entre uma ala laica e outra guiada pela sharia. Essa polarização ficou patente na guerra entre Irã e Iraque, nos anos 80 do século XX. Tanto uma quanto outra ala eram benéficas ao movimento revolucionário: as duas resultariam na centralização do poder e na destruição do islamismo. E no futuro não muito distante é isso que ocorrerá. Um governo laico e socialista em poucas décadas destruiria o islã, como os socialistas latino-americanos destroem o cristianismo. Por outro lado, a caricatura radical do islã resulta na mesma destruição: fanatize o povo, lance-o numa feroz guerra contra Israel que a destruição espiritual também se realizará, com a vantagem de que fomentando a guerra, gera-se lucro às indústrias armamentistas.
A tendência socialista das atuais revoluções árabes continua viva, mesmo com a vitória dos aiatolás. Para eles a meta final é a mesma dos socialistas do Baath: a criação de um mega estado islâmico, unindo as nações islâmicas. Algo como uma espécie de “União Europeia” muçulmana. Essa é uma etapa preliminar para o califado universal dos sonhos da fraternidade muçulmana, a Nova Ordem Mundial dos islâmicos.
Os globalistas usam essas tendências radicais agora, mas logo vão se voltar para a destruição do próprio islamismo, e o atual radicalismo é no fundo o início dessa destruição. A meta final não é só a destruição do cristianismo, mas também do islamismo e do judaísmo, que serão substituídos, como sabemos, por um neo-panteísmo global. Então, a radicalização do islamismo é a etapa inicial de sua destruição, mas até lá ele está sendo muito bem usado pelos agentes globalistas/socialistas, e será muito útil para fomentar a centralização de poder. Uma coisa é certa. Nas próximas décadas nascerá uma grande nação islâmica com um só propósito e com curto prazo de validade. O grande inimigo é o de sempre: Israel e o Ocidente.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Mais um exemplo de imbecilidade universitária
Antonio Pinho
Existe na Universidade Federal de Ouro Preto um “Centro de Difusão do Comunismo”, financiado com verbas do CNPQ, tendo em seus quadros 20 bolsistas.
Aqueles que criticam as realizações nefastas do comunismo costumam citar logo de cara a famosa cifra dos 100 milhões de mortos. Porém essas cifras são muito otimistas. Considerando que o marxismo é decisivo até hoje pela difusão de leis facilitadoras do aborto, a contagem de mortos sobe facilmente para 500 milhõe, vítimas do processo de construção da utopia de Marx (1).
É um dado amplamente conhecido que as universidades – e consequentemente todo o sistema de ensino, em seus diversos níveis – tornaram-se nada mais que caixas de ressonâncias da revolução comunista, por meio da infiltração do marxismo na cultura. Isso se dá fundamentalmente nas ciências humanas. No Brasil, praticamente não há departamento de ciências humanas que não esteja colonizado há décadas pelo marxismo cultural, em suas inúmeras variações. O marxismo diluiu-se tanto na cultura ocidental, que hoje ele é o ar que respiramos, como nos lembra Padre Paulo Ricardo (2). Essa diluição do marxismo é tamanha que se torna difícil identificar estruturas sociais, estéticas, comportamentais, leis, ou teorias acadêmicas que não tenham se transformado silenciosa e, de certa forma, inconscientemente em instrumento da revolução comunista. A isso se deve de que poucos hoje se declaram marxistas/comunistas, ou que conseguem detectar o triunfo do comunismo na cultura e na política. O senso comum crê piamente que o comunismo morreu junto com o fim da União Soviética. Mesmo assim, ainda surgem indivíduos abertamente comunistas, que se identificam como tal, e trabalham para difundi-lo no Ocidente.
Esse é o caso da Universidade Federal de Ouro Preto, que abriga um grupo que se denomina “Centro de Difusão do Comunismo”. Um núcleo de pesquisa que se dedicasse a estudar o comunismo e sua ação destrutiva ao longo do século XX não seria algo reprovável, muito pelo contrário, há a falta de grupos assim. Mas o tal centro não é apenas para o estudo acadêmico. Muito pelo contrário, sua preocupação é com a própria difusão de uma proposta de mundo que já matou meio bilhão de seres humanos. Se depender da universidade brasileira, o comunismo tem potencial para fazer muito mais.
De acordo com sua própria página, o Centro de Difusão do Comunismo é um “núcleo de estudo vinculado à tradição que se inspira em Marx e que defende o comunismo tem um objetivo seminal: a transformação da realidade” (3). Esse velho chavão comunista é sedutor, em teoria. Porém, na realidade concreta da história, as pilhas de cadáveres e as multidões de fetos abortados podem muito bem dizer o que significa “transformar a realidade”. Contudo, pensando melhor, a expressão em si não é contraditória, pois “transformar” não é sinônimo de “melhorar”. Pode-se muito bem transformar algo para a pior. E o marxismo é especialista em fazer isso. O objetivo dos comunistas de Ouro Preto é “lutar por uma sociedade para além do capital.”
O coordenador desse centro comunista é o professor André Luiz Monteiro Mayer, que tem um salário de R$ 8.839,53 por mês, como indica o Portal da Transparência (4). Enquadra-se, portanto, dentro da indigesta classe média, tão odiada por sua colega e igualmente comunista Marilena Chauí (5), que ao afirmar que odeia a classe média, demonstra lutar contra sua própria classe. André Luiz Monteiro Mayer, que defende uma sociedade “para além do capital”, deixa claro que sua intenção, como a de qualquer comunista, é a destruição do mundo que está aí (ato eufemisticamente denominado de transformação do real). Demonstra assim que sofre gravemente de paralaxe cognitiva, como diria Olavo de Carvalho. Ou esse professor ignora o elementar fato de que é um funcionário público? Sendo assim, seu salário é pago com o dinheiro arrecadado com os impostos, que, por sua vez, são pagos pelas empresas que sobrevivem dentro da economia de mercado, produzindo riquezas, o capital, contra o qual tanto se orgulha em lutar. Se o professor André Luiz Monteiro Mayer obtivesse total sucesso em difundir o comunismo no Brasil, planificando totalmente a economia, e abolindo a propriedade privada, certamente repetiríamos o exemplo de todas as nações que fizeram o mesmo: milhões de mortos de fome, e colapso total da economia, produzindo milhões de indigentes. Nesse cenário, provavelmente esse professor perderia seu emprego, pois o governo não teria mais verbas para arcar com seu generoso salário, alimentando um grupo que, com o triunfante comunismo, se tornaria totalmente dispensável, oneroso e desnecessário, pois a difusão estaria completa. Ou seja, o sucesso pleno do Centro de Difusão do Comunismo significaria seu próprio fim. A vitória do que esse professor defende implicaria em sua completa ruína profissional e financeira. A crise da União Europeia – que tem natureza fortemente socialista – tem feito com que os governos cortem gastos com o funcionalismo público, o que implica na demissão de funcionários, e o corte de bolsas de pesquisa.
Lembremos que, como indica sua página, o Centro de Difusão do Comunismo é financiado pelo CNPQ, e afirma possuir 20 bolsistas (6). A vitória, no Brasil, do comunismo que existe na mente desses sujeitos faria desaparecer essa aparente inesgotável fonte de dinheiro que sustenta essa orgia pseudo-acadêmica.
O dinheiro dos impostos pagos pelos capitalistas é, assim, empregado pelo governo no financiamento de grupos como esses que pregam a destruição do próprio sistema que os sustenta. Estamos ou não diante de mais um sério caso de esquizofrenia coletiva?
Referencias:
(1) J. Rummel. Marxismo: máquina assassina, Disponível em: http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/14094-marxismo-a-maquina-assassina.html#.Uau7TU8Prrw.facebook
(2) Padre Paulo Ricardo. Revolução e Marxismo Cultural. Disponível em: http://padrepauloricardo.org/cursos/revolucao-e-marxismo-cultural
(3) http://www.cdc.ufop.br/
(4)http://www.portaldatransparencia.gov.br/servidores/Servidor-DetalhaRemuneracao.asp?Op=1&IdServidor=1137273
(5) http://www.youtube.com/watch?v=JJpK5mefsdY
(6) Informação disponível no site do Centro de Difusão do Comunismo (acessado no dia 02/06/2013).
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