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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Sadomasoquismo em praça pública, ou cenas de um bordel universitário


Antonio Pinho

A cena se passa em plena praça central da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Um rapaz, na faixa dos vinte anos, veste roupas femininas e uma peruca que lhe cobre o rosto. A caixa de som está ao lado, e o microfone na mão. O som que se ouve é uma “clássica” batida ao ritmo funk. O rapaz canta versos altamente poéticos, como “eu estou cansado de ficar com o pau na mão”, enquanto rebola ao olhar de dezenas de estudantes. Noutro momento, ele está de nádegas desnudas nas quais são dadas fortes chicotadas e vigorosos tapas, o que fica comprovado pela vermelhidão da pele maltratada. O agressor das nádegas: outro rapaz de mesma idade, vestido de padre católico, que usava um grande crucifixo em seu peito, portando nas mãos o chicote. A estampa da camiseta do agredido também era a de um crucifixo. Entrevistado pela TV universitária, o rapaz travestido afirma: “o manifesto é perigoso e pelo gozo dentro da universidade” (1).  Coincidência ou não, há na universidade um grupo chamado “Gozze! Coletivo Universitário pela Diversidade Sexual”(2), cujos membros organizam em Florianópolis a Marcha das Vadias, sendo frequentemente vistos manifestações feministas.


Essa cena de sadomasoquismo em praça pública foi promovida por estudantes de artes cênicas na mesma semana em que ocorria um evento feminista no campus da UFSC chamado Fazendo Gênero (3). Já está em sua 10ª edição, na qual conta com mais de 5 mil inscritos do Brasil e do exterior (4). São ativistas feministas e do movimento gay de todo o Brasil que se reúnem anualmente, em Florianópolis, para defender o aborto e a agenda do movimento homossexual.

O curso de Artes Cênicas institucionalizou o ridículo denominando-o de arte. Em 2010, por exemplo, outro aluno de artes cênicas foi detido no campus por estar fazendo uma “performance artística” completamente pelado diante do restaurante universitário (5). Recitar Camões seria, na mente deles, uma manifestação artística das elites. A verdadeira arte, a revolucionária, exige atos revolucionários. Então saia por aí pelado ou vista-se como um travesti sadomasoquista.

O sentimento anticristão é patente nisso tudo. O cristianismo é historicamente a religião que defende a vida desde sua concepção até a morte natural. Aborto e infanticídio eram práticas culturalmente aceitas na Europa pré-cristã. Foi a conversão do Império Romano ao cristianismo que levou à aceitação de todos os filhos que fossem gerados, quantos fossem eles. Nada justificava tirar a vida de um inocente dentro da cultura cristã que ascendia ao mesmo tempo em que Roma decaia. Agora que a cultura cristã decai, ascendem os velhos valores pagãos opostos à lei de Cristo, que corresponde à própria natureza do homem, enquanto ser criado por Deus. A universidade, que é um desses frutos da civilização cristã, agora volta-se contra sua própria origem. Os estudantes nas universidades medievais tinham status de clérigos, e gozavam dos privilégios da classe clerical. Agora, nesse tempo de inversão total dos valores, a universidade torna-se palco no qual uma multidão de feministas e ativistas gays se reúnem para defender a morte dos humanos mais indefesos, os fetos. Essa mesma multidão vê na Igreja a fonte de todos os males, sentimento que é explicitado nessa patética demonstração “artística”: um aluno vestido de padre chicoteando um travesti. A Igreja é o mal porque defende a vida, ao passo que eles são os bons porque defendem a morte e ridicularizam os sacerdotes. Eis aqui o satânico princípio da inversão da realidade. Simbolicamente o satanismo faz isso invertendo, por exemplo, a cruz. Socialmente faz isso invertendo a moral e, até mesmo, a estrutura objetiva do real: a baixeza exibida como arte, o culto a morte como virtude heroica, o ódio a religião como forma de amor etc. 

A universidade deixou de ser um centro de ciência e se transformou num grande bordel, no qual as almas dos jovens são prostituídas. Cortada a raiz cristã que criou a ciência, a instituição universitária perde seu sentido. Uma árvore sem raiz morre e deixa de produzir frutos. Da mesma forma, numa universidade que nega suas origens cristãs, a ciência deixa de existir, desfigurando-se a universidade em mera caixa de ressonância de ideologias gestadas na UNESCO. De modo igual, a arte deixa de ser o culto ao belo e passa a ser o culto às mais baixas formas de degradação humana.          






terça-feira, 20 de agosto de 2013

O triste fim (provisório) do Centro de Difusão do Comunismo, e outras reflexões



Antonio Pinho 


Início de junho deste ano fiquei sabendo da existência de um núcleo chamado Centro de Difusão do Comunismo, sediado na Universidade Federal de Ouro Preto. Uma instituição pública mantendo em seu seio as mesmas idéias que mataram centenas de milhões de pessoas. Quem crê e faz apologia do crime é igualmente criminoso. Ora, apologia do crime é, obviamente, um crime. Um grande historiador da II Guerra Mundial, Victor Suvorov declarou, no livro O Grande Culpado, que a história da União Soviética deveria ser estudada pela criminologia. Não só a história soviética é um grande crime, toda a trajetória do movimento comunista é uma sucessão de crimes. O comunismo – e suas infinitas variantes – é o maior crime da modernidade, quiçá da história universal.


Enquanto na Romênia há um centro para o estudo dos crimes do comunismo, no qual o professor Olavo de Carvalho proferiu uma palestra sobre a mente revolucionária, no Brasil havia o oposto, um centro não para denunciar o crime, mas para propagá-lo, e o pior, com verba pública.


Os romenos sofreram na carne o peso de um regime baseado na psicopatia e no desprezo da dignidade da vida humana. E agora estudam o tempo do horror para, quem sabe não, repeti-lo. Os romenos estudam os crimes do comunismo com a autoridade de quem é testemunha ocular do crime, de quem sofreu na pele o horror comunista. Os brasileiros, por outro lado, que nunca sentiram na carne o peso do totalitarismo genocida, fazem questão de importar o crime de lugares em que as pessoas de bem fazem o possível para rejeitá-lo, como o caso romeno demonstra.


É um truísmo afirmar que a educação brasileira é completamente controlada pelo comunismo, que transformou o sistema educacional em ferramenta da revolução social, para destruir um sistema em que os valores nascem naturalmente da família e da religião, colocando em seu lugar um sistema revolucionário, em que os valores emanam do estado, que os controla e os planeja para os interesses do estado. Sobram coletividades, pessoas atomizadas e engolidas pelo estado, pelo Grande Irmão de Orwell.       

Mas essa destruição atualmente não se dá se forma explícita, por isso a aparição de um Centro de Difusão do Comunismo soa quase como uma figura mitológica que continua sendo objeto de culto na era da tecnologia. Do ponto de vista estratégico, esse Centro é um aborto. O bom comunista contemporâneo infiltra-se, ocupa os espaços, altera o sistema gradativamente desde dentro, de forma que no fim do processo, o povo converteu-se na coletividade revolucionária sem sabê-lo. Sendo comunista em ações, no plano das idéias o povo crê fielmente que o comunismo morreu. Como ocorre com grande parte da população atual. Mesmo entre os universitários pouquíssimos percebem que vivem num sistema que em grande parte (senão a maior parte) já é socialista. Esse é o comunismo “inteligente”, refinado do ponto de vista estratégico. Mas parece que a grande estratégia gramsciana, dominar pela cultura, deu um tiro no próprio pé. A revolução comunista na educação gerou um emburrecimento  geral das novas gerações. A nova geração de comunistas, criada nesse sistema Paulo Freire, é infinitamente menos qualificada do ponto de vista intelectual. A coletivização da educação revolucionária coletivizou a burrice, seja a burrice de direita ou de esquerda. Nesse quadro em que a cultura parece de Alzheimer em estágio avançado,  nasce o Centro para difundir o comunismo, que ostenta em seu próprio nome claramente os objetivos da propagação do uma forma totalitária de sociedade.


Apesar dos largos passos dados pela revolução comunista no mundo, nos EUA de Obama, na França de Hollande, e principalmente na América Latina, ainda há espaços para ir contra o eclipse moral de nosso tempo. O juiz federal José Carlos do Vale Madeira, do Maranhão, suspendeu as atividades do Centro dos comunistas de Ouro Preto. Isso ocorre dois meses após a notícia desse Centro ter circulado a internet, chegando a ser citado na revista Veja e em artigo de Olavo de Carvalho. Esse centro nasceu em 2012, e um ano depois encontra seu fim. Erro estratégico! São comunistas analfabetos no próprio comunismo. Pelo que é possível ver no plano dos cursos que eram dados nesse centro, liam só Marx. Faltou incluir Gramsci na lista das leituras.


A ação judicial contra o Centro é um ato simbólico, mesmo que não gere muitas conseqüências. Ainda que trevas morais e políticas cubram boa parte de nossa nação, há aqueles que, mesmo isolados, resistem. O ato do juiz Madeira foi movido por uma ação judicial popular. O herói nacional nessa luta contra o Centro comunista é Pedro Leonel Pinto de Carvalho, que entrou na justiça contra uma aberração educacional. Se ações assim de multiplicarem aos milhares, haverá esperança. A ação individual sobre problemas locais pode sim ajudar a moralizar a atmosfera coletivamente esquizofrênica.

Claro que os comunistas recorreram, e não podemos alimentar ilusões. É muito provável que em instâncias superiores esse processo caia nas mãos de um juiz comunista, e tudo voltará ao que era no início. Se chegar ao Supremo Tribunal Federal, hoje totalmente ocupado por agentes da revolução, aí mesmo que o Centro se fortalecerá. De qualquer forma, o fundador do Centro comunista continuará lá, na tranqüilidade de seu cargo público de professor, fazendo lavagem cerebral em seus pupilos. O fim do Centro de Difusão do Comunismo não significa que terminará a difusão do mal. Poderá (e creio que o fará) recriar a qualquer momento, outro centro com outro nome mais discreto, sem ostentar os símbolos comunistas, mas com o mesmo funcionamento, difundindo o mesmo vírus ideológico. Bastará ser mais gramsciano.

Mas, pensando de outra forma, nem quase tudo voltará a ser o que era, porque a ação simbólica não se perderá. Uma ação por menor que seja não pode ser desfeita. Fica um valor simbólico e um incentivo às novas gerações de que é possível lutar contra o crime e contra os proponentes de idéias criminosas, aqueles que corrompem a alma de uma nação movidos pelas obras de homens psicóticos como Marx, cuja mente era alimentada por “vapores infernais”, como escreveu em poemas de sua juventude, louvando ação destrutiva do grande Opositor de Deus.


O jovem Marx sonhava caminhar sobre os escombros de um mundo arruinado. Queria ser como Deus, pois se Deus cria, ele destruiria o mundo com suas idéias, igualando-se ao Criador. O século XXI é o próprio século dos escombros deixados pelo século XX. A revolução destrói e nada constrói. A educação revolucionária destruiu uma educação que no fim das contas educava. E o que colocou no lugar? Uma educação que não educa. Os responsáveis? São sujeitos como os do Centro comunista de Ouro Preto, que desistem de passar o legado cultural dos séculos que nos precederam – um legado que eles próprios desconhecem – e preferem “transformar” (leia-se “destruir”) aquilo que já está transformado. Querem destruir os escombros do cenário mesmo da destruição. E a destruição da destruição. Escombros sobre escombros. Cabe a nós caminhar sobre esses cacos, juntar um pedaço e outro, e lutar não pela “transformação social”, mas para que nossa alma não se deixe perder pelos erros desse século. Temos que transcendê-lo ancorados pelo legado dos sábios dos outros séculos, que também transcenderam seus séculos. Foram muito maiores que os erros de sua época, e sua voz ainda é audível a nós, enquanto os corruptores das almas estão para sempre silenciados.      



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A criação de um centro, que não se envergonha de ostentar a difusão do comunismo genocida, representa o sentimento inconsciente dos revolucionários de que eles venceram. Não é mais preciso se esconder, atuar no silêncio pela infiltração. É este um sentimento inconsciente, porque na consciência deles quem vence por toda parte é o Capital. Sua alienação cognitiva é tão grande que não conseguem ver que eles é que dominam o cenário. Não estão na periferia, mas no centro do processo. Não vão as vítimas, mas os algozes. Dizem que estamos na era da hegemonia do Capital, quando vivemos num tempo que a hegemonia é o pensamento revolucionário. Não vêem que a tradição é a própria revolução. Sua visão do real e de seus papéis sociais é completamente invertida. E nisso são bons comunistas, porque é próprio do marxismo inverter a estrutura do real, falseando-o.    


Por outro lado, o provisório fim, por via judicial, do Centro dos comunistas de Ouro Preto representa o início simbólico de um momento novo na história do Brasil, algo muito incipiente, que é um despertar nas consciências de uma nova geração para a estrutura objetiva da realidade, e do respeito pela tradição. Enfim, vejo que em muitos jovens brasileiros há o despertar desse longo sono. Um despertar para o real, o que é, no fim das contas, uma redescoberta da Verdade. 


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quinta-feira, 4 de julho de 2013

O fim do islamismo

Antonio Pinho

A Nova Ordem Mundial (NOM) é uma proposta civilizacional completa, que abarca todos os aspectos da vida humana, desde a alimentação à religião. Isso não é um mistério para todos aqueles que têm algum contato com a literatura sobre a NOM. Há projetos para a completa transformação da sociedade humana que são elaborados no seio das grandes fundações e institutos internacionais, sem contar com a ONU e as várias instituições associadas a ela.  A ideia de formar uma nova sociedade em laboratório não é nova, remonta às origens do renascimento. Mas há mais de um século da ideia se passou à ação. Obras como Poder Global Religião Universal, de Juan Claudio Sanahuja, ou False Dawn, de Lee Penn, mostram que há íntima relação entre a luta por um governo mundial e a unificação das religiões. A United Religions Iniciative (URI), por exemplo, é uma típica organização globalista que, com o pretexto do ecumenismo, vai esvaziando as religiões tradicionais, ao mesmo tempo que as unifica numa nova religião mundial ao estilo Nova Era, sem dogmas, panteísta e neo-pagã, na qual os escombros das religiões históricas serão todos misturados. Jesus, Maomé, Buda e todas as divindades do hinduísmo estarão lado a lado como representantes de uma sabedoria cósmica. É próprio da mentalidade Nova Era pensar que não há uma religião que seja a única expressão da verdade, mas que todas as religiões expressão de modos diferentes uma mesma verdade mais profunda. Ou seja, não há uma religião verdadeira, todas as religiões apresentam variadas formas de verdade. Todas as religiões são verdades. Se isso é verdade, então por que não unificar as religiões?

Na Nova Ordem Mundial não há, portanto, lugar para as religiões tradicionais. Organizações globalistas como a URI trabalham para desmontá-las, em favor de uma nova ética, de numa nova moral amoral e de um novo dogma da ausência de dogmas. Em suma, misturam-se todas as religiões e, assim, elas são destruídas. Aqueles que estudam a NOM pensam que seu alvo único é a destruição do cristianismo. Isso é totalmente equivocado. O islamismo também tem seus dias contados segundo o projeto civilizacional da Nova Ordem.

Durante o governo Obama o islamismo tem conseguido seguidas vitórias, e se propagado em todos os continentes em número de adeptos e influência cultural e política, inclusive na América e Europa. Isso poderia levar a entender que o islamismo, quem sabe, seria a grande religião da NOM. De fato, o islamismo tem prestado grandes serviços a NOM, como força que colabora com a destruição do cristianismo e do judaísmo, mas isso não implica que o islamismo seja a religião global do império universal da NOM. Muito pelo contrário. No momento oportuno, os globalistas saberão destrui-lo, e os destroços do islamismo serão absorvidos dialeticamente pela religião mundial neo-pagã. Maomé será só mais um dentre outras “divindades” do panteão da URI.

Na verdade, a radicalização do islamismo desde as últimas décadas do século XX já é o início de seu fim.

O papel do Islã atualmente é como uma forma de “periferia” do bloco comunista Russo-Chinês-Cubano. O islã, agora, portanto, colabora com a ação revolucionária mundial, pois a tática é sempre fomentar grupos com potencial de apresentar tendências antiocidentais e anticristãs. Tem que se lembrar que o islã atual, radical, que quer implantar teocracias comandadas pela lei islâmica, é um fenômeno bem moderno e atual, e não uma coisa tradicional, ligada às suas raízes históricas. Pois os países islâmicos até os anos 70 seguiam uma forte tendência a laicização, processo que foi interrompido com a revolução Iraniana de 80, que colocou os aiatolás no poder, e deu inicio a essa atual onda de radicalização. E tal radicalização nada mais é que sua caricatura, um espantalho. Não tardará o dia em que os globalistas que criaram esse espantalho voltar-se-ão contra ele, espancando-o impiedosamente, até que caia no chão despedaçado.

Na segunda metade do século XX, essa laicização do mundo muçulmano era já uma ação revolucionária, promovida pelo Partido Socialista Baath, do qual Saddam Hussein foi um grande nome. A imagem que ficou de Saddam é a do ditador genocida, que matou 200 mil cidadãos iraquianos. O que não se fala é que Saddam era um socialista. O socialismo do Partido Baath pregava o pan-arabismo, ou seja, a união de todas as nações árabes num super-estado que se estenderia do Marrocos ao Iraque. Outro nome do socialismo árabe era Gaddafi, outro excêntrico ditador. O Partido Baath representava a ala secular do movimento revolucionário árabe, ao passo que os aiatolás a ala radical. Temos aqui uma polarização do movimento revolucionário árabe/muçulmano, entre uma ala laica e outra guiada pela sharia. Essa polarização ficou patente na guerra entre Irã e Iraque, nos anos 80 do século XX. Tanto uma quanto outra ala eram benéficas ao movimento revolucionário: as duas resultariam na centralização do poder e na destruição do islamismo. E no futuro não muito distante é isso que ocorrerá. Um governo laico e socialista em poucas décadas destruiria o islã, como os socialistas latino-americanos destroem o cristianismo. Por outro lado, a caricatura radical do islã resulta na mesma destruição: fanatize o povo, lance-o numa feroz guerra contra Israel que a destruição espiritual também se realizará, com a vantagem de que fomentando a guerra, gera-se lucro às indústrias armamentistas.

A tendência socialista das atuais revoluções árabes continua viva, mesmo com a vitória dos aiatolás. Para eles a meta final é a mesma dos socialistas do Baath: a criação de um mega estado islâmico, unindo as nações islâmicas. Algo como uma espécie de “União Europeia” muçulmana. Essa é uma etapa preliminar para o califado universal dos sonhos da fraternidade muçulmana, a Nova Ordem Mundial dos islâmicos.
Os globalistas usam essas tendências radicais agora, mas logo vão se voltar para a destruição do próprio islamismo, e o atual radicalismo é no fundo o início dessa destruição. A meta final não é só a destruição do cristianismo, mas também do islamismo e do judaísmo, que serão substituídos, como sabemos, por um neo-panteísmo global. Então, a radicalização do islamismo é a etapa inicial de sua destruição, mas até lá ele está sendo muito bem usado pelos agentes globalistas/socialistas, e será muito útil para fomentar a centralização de poder. Uma coisa é certa. Nas próximas décadas nascerá uma grande nação islâmica com um só propósito e com curto prazo de validade. O grande inimigo é o de sempre: Israel e o Ocidente.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mais um exemplo de imbecilidade universitária

Antonio Pinho


Existe na Universidade Federal de Ouro Preto um “Centro de Difusão do Comunismo”, financiado com verbas do CNPQ, tendo em seus quadros 20 bolsistas.
Aqueles que criticam as realizações nefastas do comunismo costumam citar logo de cara a famosa cifra dos 100 milhões de mortos. Porém essas cifras são muito otimistas. Considerando que o marxismo é decisivo até hoje pela difusão de leis facilitadoras do aborto, a contagem de mortos sobe facilmente para 500 milhõe, vítimas do processo de construção da utopia de Marx (1).

É um dado amplamente conhecido que as universidades – e consequentemente todo o sistema de ensino, em seus diversos níveis – tornaram-se nada mais que caixas de ressonâncias da revolução comunista, por meio da infiltração do marxismo na cultura. Isso se dá fundamentalmente nas ciências humanas. No Brasil, praticamente não há departamento de ciências humanas que não esteja colonizado há décadas pelo marxismo cultural, em suas inúmeras variações. O marxismo diluiu-se tanto na cultura ocidental, que hoje ele é o ar que respiramos, como nos lembra Padre Paulo Ricardo (2). Essa diluição do marxismo é tamanha que se torna difícil identificar estruturas sociais, estéticas, comportamentais, leis, ou teorias acadêmicas que não tenham se transformado silenciosa e, de certa forma, inconscientemente em instrumento da revolução comunista. A isso se deve de que poucos hoje se declaram marxistas/comunistas, ou que conseguem detectar o triunfo do comunismo na cultura e na política. O senso comum crê piamente que o comunismo morreu junto com o fim da União Soviética. Mesmo assim, ainda surgem indivíduos abertamente comunistas, que se identificam como tal, e trabalham para difundi-lo no Ocidente.

Esse é o caso da Universidade Federal de Ouro Preto, que abriga um grupo que se denomina “Centro de Difusão do Comunismo”. Um núcleo de pesquisa que se dedicasse a estudar o comunismo e sua ação destrutiva ao longo do século XX não seria algo reprovável, muito pelo contrário, há a falta de grupos assim. Mas o tal centro não é apenas para o estudo acadêmico. Muito pelo contrário, sua preocupação é com a própria difusão de uma proposta de mundo que já matou meio bilhão de seres humanos. Se depender da universidade brasileira, o comunismo tem potencial para fazer muito mais.

De acordo com sua própria página, o Centro de Difusão do Comunismo é um “núcleo de estudo vinculado à tradição que se inspira em Marx e que defende o comunismo tem um objetivo seminal: a transformação da realidade” (3). Esse velho chavão comunista é sedutor, em teoria. Porém, na realidade concreta da história, as pilhas de cadáveres e as multidões de fetos abortados podem muito bem dizer o que significa “transformar a realidade”. Contudo, pensando melhor, a expressão em si não é contraditória, pois “transformar” não é sinônimo de “melhorar”. Pode-se muito bem transformar algo para a pior. E o marxismo é especialista em fazer isso. O objetivo dos comunistas de Ouro Preto é “lutar por uma sociedade para além do capital.”

O coordenador desse centro comunista é o professor André Luiz Monteiro Mayer, que tem um salário de R$ 8.839,53 por mês, como indica o Portal da Transparência (4).  Enquadra-se, portanto, dentro da indigesta classe média, tão odiada por sua colega e igualmente comunista Marilena Chauí (5), que ao afirmar que odeia a classe média, demonstra lutar contra sua própria classe. André Luiz Monteiro Mayer, que defende uma sociedade “para além do capital”, deixa claro que sua intenção, como a de qualquer comunista, é a destruição do mundo que está aí (ato eufemisticamente denominado de transformação do real). Demonstra assim que sofre gravemente de paralaxe cognitiva, como diria Olavo de Carvalho. Ou esse professor ignora o elementar fato de que é um funcionário público? Sendo assim, seu salário é pago com o dinheiro arrecadado com os impostos, que, por sua vez, são pagos pelas empresas que sobrevivem dentro da economia de mercado, produzindo riquezas, o capital, contra o qual tanto se orgulha em lutar. Se o professor André Luiz Monteiro Mayer obtivesse total sucesso em difundir o comunismo no Brasil, planificando totalmente a economia, e abolindo a propriedade privada, certamente repetiríamos o exemplo de todas as nações que fizeram o mesmo: milhões de mortos de fome, e colapso total da economia, produzindo milhões de indigentes. Nesse cenário, provavelmente esse professor perderia seu emprego, pois o governo não teria mais verbas para arcar com seu generoso salário, alimentando um grupo que, com o triunfante comunismo, se tornaria totalmente dispensável, oneroso e desnecessário, pois a difusão estaria completa. Ou seja, o sucesso pleno do Centro de Difusão do Comunismo significaria seu próprio fim. A vitória do que esse professor defende implicaria em sua completa ruína profissional e financeira. A crise da União Europeia – que tem natureza fortemente socialista – tem feito com que os governos cortem gastos com o funcionalismo público, o que implica na demissão de funcionários, e o corte de bolsas de pesquisa.

Lembremos que, como indica sua página, o Centro de Difusão do Comunismo é financiado pelo CNPQ, e afirma possuir 20 bolsistas (6). A vitória, no Brasil, do comunismo que existe na mente desses sujeitos faria desaparecer essa aparente inesgotável fonte de dinheiro que sustenta essa orgia pseudo-acadêmica.

O dinheiro dos impostos pagos pelos capitalistas é, assim, empregado pelo governo no financiamento de grupos como esses que pregam a destruição do próprio sistema que os sustenta. Estamos ou não diante de mais um sério caso de esquizofrenia coletiva?
 
Referencias:
(1) J. Rummel. Marxismo: máquina assassina, Disponível em: http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/14094-marxismo-a-maquina-assassina.html#.Uau7TU8Prrw.facebook
(2) Padre Paulo Ricardo. Revolução e Marxismo Cultural. Disponível em: http://padrepauloricardo.org/cursos/revolucao-e-marxismo-cultural
(3) http://www.cdc.ufop.br/
(4)http://www.portaldatransparencia.gov.br/servidores/Servidor-DetalhaRemuneracao.asp?Op=1&IdServidor=1137273
(5) http://www.youtube.com/watch?v=JJpK5mefsdY
(6) Informação disponível no site do Centro de Difusão do Comunismo (acessado no dia 02/06/2013).

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Casamento gay e a voz das massas, e o que Sócrates diria sobre isso tudo

Antonio Pinho

Ficou clara a manipulação da Rede Globo numa enquete em seu portal G1 sobre a questão do casamento gay, como deixou evidente o artigo de Cristian Derosa (1). Aqueles que lançaram essa pesquisa de opinião deram a entender que já tinham em mente um resultado desde o início. Queriam apenas números para justificar uma engenharia social não democrática. O simples fato de vários governos pelo Ocidente estarem tentando ao mesmo tempo implantar leis gayzistas evidencia que não estamos diante de uma mudança espontânea da sociedade, mas de uma estratégia de revolução internacional dos costumes muito bem orquestrada e centralizada na ação de certos indivíduos. A ONU com seus tecnocratas não eleitos decidiu que casamento gay é direito humano, e tem imposto isso às nações que se rendem a seu jugo.

O PNDH-3 do governo Lula – no qual há a promoção do aborto como direito da mulher e do casamento gay como direito humano – foi totalmente ditado pelas diretrizes da ONU, como o próprio texto introdutório deixa evidente. O governo revolucionário de Dilma apenas tem dado continuidade a ação destruidora da família já prevista pelo PNDH-3. As leis são elaboradas na ONU, e cabe aos parlamentos nacionais dar um verniz de legitimidade democrática às decisões autocráticas da ONU. Essa entidade tornou-se em pouquíssimo tempo o órgão da revolução mundial institucionalizada.

Esses tecnocratas da ONU já elegeram há muito seu modelo de futuro para a humanidade, e não estão nem um pouco interessados em saber o que cada um de nós pensa a respeito. Esse modelo de futuro para ser implementado necessita da destruição do mundo antigo, e dos valores daqueles que fazem parte desse mundo antigo.

O casamento gay é mais um golpe contra a família, como foi a mudança nas leis de divórcio. Hoje muitos gostam de saber que há leis que facilitam o divórcio, mas quando o divórcio é para os outros, porque ninguém casa já pensando em separar. O mesmo se dá com o casamento gay, “é bom mas se for para que os filhos dos outros, e não para meu filho”. Não encontro outra palavra para isso que hipocrisia. Se algo é naturalmente bom quero aquilo para mim também. Mas se digo que isso é bom só para os outros e não para mim, isso não pode ser bom. O mesmo vale para os ativistas pela liberação das drogas. Querem  droga livre para os filhos dos outros, não para o seu.

Está sendo demonstrado que o casamento está perdendo o sentido nos países onde foi aprovado o casamento gay. Vai se alargando artificialmente o sentido de família, até que no fim a família perde o sentido. As novas gerações, dentro dessa cultura fabricada em laboratório, deixam de ter a construção de sua própria família como meta de vida, porque ninguém luta para conquistar algo que não tem sentido ou valor. Além do mais, a propagação e divulgação midiática de casos de pedofilia geram um efeito bem claro nos jovens: o medo de ter filhos, e colocá-los num mundo degradado, cheio de pedófilos. Assim vai tendo sucesso as medidas de engenharia social cuja grande meta é a redução populacional em grande escala. Casamento gay, promoção da pedofilia, feminismo, aborto, eutanásia, ambientalismo: são várias as frentes de atuação dos revolucionários internacionais para criar um mundo despovoado, ou melhor, um mundo com diminuta população mundial, no qual a palavra família é um arcaísmo. Na mente dos revolucionários da ONU, quanto menor é o gado (que somos nós) mais eficiente será o controle estatal de todas as esferas da vida.

Agora é a vez do casamento gay. O que vai impedir depois de casamentos entre três ou quatro mulheres, ou entre três homens, ou entre um homem e seu filho, ou entre a mãe e sua filha, ou entre um homem e uma cabra, etc. Para mim é praticamente certo que logo após a onda gay virão ONGs defendendo essas “novas famílias”, e farão pressão junto aos poderes públicos para ter sustentação legal para sua imoralidade.
O plano já está há décadas delineado pelos globalistas. A família teve sua morte decretada por eles. Vejamos que na distopia do Admirável Mundo Novo não há famílias. Há apenas indivíduos impotentes perante um estado onipotente, que controla todos os passos da vida, desde sua concepção em laboratório, passando por uma educação estatal guiada por técnicas de condicionamento mental, até a morte e a cremação do corpo, cujas cinzas são reaproveitadas pelo Estado. Para o nascimento do Novo Homem, planejado nos laboratórios da ONU, o novo homem do novo mundo utópico, a família deve ser destruída, porque é a família a única barreira contra esse totalitarismo mundial que nos espreita.   

Para inculcar no povo que não adianta ir contra a maré, são fabricadas e divulgadas aos quatro ventos essas pesquisas de opinião, para mostrar aos conservadores que seu pensamento já está ultrapassado, que é uma minoria, dando a entender que deve abandonar suas antigas crenças, para adotar a nova mentalidade implantada nas massas por sofisticadas técnicas de manipulação mental.  

Estatísticas de pesquisas de opinião, dentro do atual contexto, não valem nada. Ou melhor, se valem algo – se dos dados forem honestos, os quais muitas vezes não são – é por mostrar que os globalistas com suas inúmeras redes de poder e mídia têm obtido êxito alterar a mentalidade das massas por meio de suas técnicas de controle comportamental, desenvolvidas dentro da psicologia de B. F. Skinner ou em lugares como o Instituto Tavistock.

Pesquisas de opinião não valem nada para o pensador sério, porque elas medem, em teoria, apenas o fluxo das opiniões, sobre temas pré-agendados pela média, temas sobre os quais está o foco da engenharia comportamental. Opinião e verdade são palavras que denotam realidades bem distintas. Uma sociedade justa deve se basear em valores verdadeiros e objetivos, e não em opiniões.

Isso me faz pensar em Sócrates, que fez a sábia oposição entre opinião e conhecimento (ciência). Quando certo dia ele decidiu sair pelas ruas de Atenas e interrogar seus cidadãos, descobriu que eles tinham muitas opiniões sobre os mais variados temas. Opiniões que submetidas ao teste da famosa dialética socrática mostraram-se totalmente infundadas e falsas. Viu que as opiniões eram como que véus a encobrir o conhecimento verdadeiro da realidade. Sócrates não daria a mínima para as atuais pesquisas de opinião. Imagino Sócrates hoje percorrendo as ruas das grandes metrópoles, interrogando os ativistas gays um por um, e destruindo opinião por opinião, argumento por argumento. Ficaria apenas uma verdade, que todos aqueles com quem ele dialogou tinham opiniões falsas sobre tudo. Sócrates não daria a mínima para as pesquisas de opinião, porque ele diria que entre opiniões e a verdade há uma imensa distância.

(1) http://ufscon.wordpress.com/2013/04/12/site-da-globo-faz-confusao-nas-enquetes-e-evidencia-manipulacao/

sábado, 9 de março de 2013

Aconteceu no dia da mulher



Antonio Pinho




Ocorreu no dia 8 de março, dia internacional da mulher, uma manifestação diante da Catedral Metropolitana de Florianópolis promovida por grupos feministas. 


Eu caminhava pelo centro de Florianópolis, em pleno dia da mulher, e eis que de repente me deparo com um grupo de mais ou menos 20 pessoas. Uma mulher de cabelos curtos e grisalhos, usando roupas que mais pareciam roupas masculinas, gritava em um megafone palavras de ordem, falando de um holocausto brasileiro contra as mulheres, sobre a violência feminina e de que medidas legais devem ser tomadas sobre isso. Era, portanto, mais um discurso esquerdista a injetar ódio na sociedade, mais especificamente no seio da família, incitando as mulheres a se tornarem inimigas dos homens. No fundo esse tipo de discurso instiga as mulheres a destruírem suas famílias por qualquer motivo, diante de qualquer problema que surja na relação com seu marido. Entra aí as leis do Estado todo poderoso que numa pretensa desculpa de defender a mulher de violência familiar a instiga a se separar e a processar seu marido. 


Nessa manifestação havia cartazes como: “vulva a revolução”, “estado laico”, “pelo aborto”, etc. Vi depois um dos manifestantes pegar o megafone e dizer as seguintes palavras de ordem: “não a bíblia”. Havia também homens vestindo saias, orgulhosos de seu feminismo. 


Percebi, nessa manifestação, a presença de vários gays e lésbicas. Falando com um dos participantes descobri que esse ato era organizado pela Marcha das Vadias e por um grupo GLBT da UFSC. Ficou evidente, assim, o vínculo entre o movimento gay e o movimento feminista na organização desse ato. Os cartazes deixavam claro a defesa da cultura da morte, e um forte sentimento anticristão, como mostra o cartaz conclamando a defesa de um estado laico. Sabemos muito bem que quando os movimentos revolucionários falam em estado laico estão, na verdade, fazendo apologia ao laicismo, que é algo bem diferente. O laicismo se volta contra o cristianismo somente, afastando sua presença e influência de todas as esferas sociais e públicas. 


Esse fato ocorrido diante da Catedral é mais uma manifestação de intolerância contra a religião, e mais um ataque a dignidade da vida, já que defendiam o aborto em seus cartazes. Feministas, gayzistas e laicistas: estavam todos ali unidos contra os valores cristãos. No fundo contra o próprio cristianismo. Estão eles totalmente alinhados com o globalismo. A Marcha das Vadias, por exemplo, que ajudou a organizar esse ato feminista em pleno dia da mulher, é já uma organização global, que se espalhou por tudo o orbe como um verdadeiro vírus contra a própria dignidade da mulher.




Vi ali uma minoria de 20 pessoas. Uma minoria barulhenta e intolerante, como toda minoria revolucionária. Os bolcheviques, que dominaram a Rússia e espalharam o comunismo pelo mundo, matando 150 milhões no século XX, também eram uma minoria. Hoje as feministas e os grupos gays também são uma minoria, mas as leis que são aprovadas devido ao seu lobby estão destruindo milhões de famílias e gerando um verdadeiro holocausto de fetos que são assassinados ainda no ventre de suas mães. 


Lembremos que as feministas têm total apoio da ONU, que tem feito aberta defesa do aborto com os tais “direitos reprodutivos”, um claro eufemismo para matança de fetos


Aquelas feministas, aqueles gays e lésbicas que vi no centro de Florianópolis, gritando seu ódio contra todos os valores da vida e da família, nada mais eram do que uma manifestação local de tudo o que defendem os globalistas instalados na ONU, que trabalham dia e noite pelo advento do satânico e totalitário governo mundial. Abortismo, movimento gay e feminismo são algumas das novas facetas adotadas pelo marxismo no século XXI.