terça-feira, 3 de abril de 2012
Demóstenes Torres, o bode expiatório da vez
Está cada vez mais próximo o julgamento do maior caso de corrupção da história do Brasil. Após esses anos de espera, veremos que destino terão os famosos mensaleiros. O PT de José Dirceu e quadrilha conseguiu a proeza de institucionalizar a corrupção, montando um sofisticado esquema de arrecadação e distribuição de propinas. Foi dessa forma que o PT conseguiu construir sua maioria no congresso, pagando um “salário extra” com dinheiro sujo. Foi dessa maneira, investindo rios de dinheiro que os comunistas do PT destruíram a direita.
Após 8 anos no purgatório, durante o governo Lula, a direita foi se esvaziando gradativamente, até praticamente morrer. Lula em seus discursos insistia na fantasiosa história de “uma herança maldita” a ser vencida. Tal herança era simplesmente uma democracia que estava entrando numa fase de amadurecimento, tomando o rumo do neo-liberalismo (que prega o estado mínimo e o não intervencionismo estatal na economia), portanto, uma nação compromissada com o capitalismo e com o desenvolvimento.
Todas as nações ricas são capitalistas, isso é fato. É perigoso ver como o Brasil (junto com toda a América Latina) é novamente invadido por comunistas. Infelizmente de tanto repetir mentiras, Lula realmente convenceu o povo que havia uma “herança maldita” deixada pela direita. Lula reescreveu a história do Brasil, dando a entender em seus discursos que o PT criou tudo o que há de belo e bom no Brasil. Reconstruíram para melhor a nação, é o que pensava Lula e sua quadrilha. Desenhou-se como salvador da pátria. O resultado de tudo isso foi a progressiva desmontagem do Estado democrático, que hoje está totalmente infiltrado por agentes comunistas, que nenhum compromisso têm com os valores democráticos e as liberdades individuais.
O golpe final sobre a direita foi a criação do PSD, por Gilberto Kassab, que declarou sem medir palavras que o novo partido não era "nem de esquerda nem de direita". Sejamos claros: o PSD é uma aberração política, não tem ideologia e está pronto para apoiar quem estiver no poder, se isso render benefícios pessoais a seus integrantes. Agora o PSD alinha-se ao governo bolchevique petista. O fato é que o PSD levou grande parte dos membros do Democratas. Ora, quem não sabe que o PSD é obra planejada dentro dos núcleos comunistas do PT para acabar com a oposição? Isto está na cara, basta ter olhos para ver.
Agora dão “a última facada no defunto”. Conseguem pintar uma escandalosa relação corrupta entre o senador Demóstenes Torres, um dos grandes nomes da direita atual, e o bicheiro Carlinhos Cachoeira. A Polícia Federal grampeou o telefone do senador, e gravou falas de Demóstenes com Cachoeira. Na matéria publicada no último número da revista Veja, sobre o caso, estão reproduzidos trechos (muito editados, diga-se de passagem) da transcrição dos diálogos que os dois mantiveram. Para falar a verdade, a mídia, maldosamente, está fazendo um estardalhaço maior que os fatos. Nos trechos publicados não vejo nada de escandaloso. Não há a negociação de porcentagens de propinas em licitações, por exemplo. São conversas de duas pessoas tratando de assuntos particulares, nada mais. É muita hipocrisia querer crucificar alguém por manter contatos com um bicheiro. São contatos de amizade, sem implicações políticas.
Eu não vejo o jogo do bicho como um grave crime, nem como pequeno delito. O único crime dos bicheiros é que eles não pagam os impostos (exorbitantes) ao governo. E a mídia se “esquece” que o jogo do bicho gera milhares de empregos no Brasil. Pessoas que trabalham e ganham seu dinheiro sem prejudicar ninguém. As pessoas, que jogam no bicho, o fazem voluntariamente, como quando jogam numa loteria da Caixa Econômica, e nesse caso, com muito menos chances de ganhar algo.
Desconfio (como tenho direito) das pessoas da Polícia Federal que fizeram isso com Demóstenes. É vergonhoso vasculhar a intimidade de uma pessoa com a clara intenção de lançar calúnias na mídia, que hoje é claramente de esquerda. Os policiais – ou seus superiores - e os juízes que estão por trás disso devem muito bem também ser esquerdistas financiados pelo PT, esperando a primeira oportunidade para acabar com os resquícios de política conservadora. Obviamente estão tendo sucesso. O ouvidoria da Polícia Federal tem que investigar a vida financeira dos policiais envolvidos nesta operação. Certamente vão encontrar coisas muito podres aí.
Será um truísmo dizer que o caso Demóstenes Torres foi ridiculamente criado num momento muito oportuno, com o único objetivo de desviar os holofotes da mídia sobre o julgamento do Mensalão – além de ser mais um golpe com a intenção de minar com os resquícios de direita nesse país. O que é mais um argumento para colocar em descrédito tudo o que estão publicando sobre Demóstenes.
Eu me pergunto: o que acontecerá com Palocci e Dirceu, que atualmente ganham fortunas em “consultorias”, nas quais vendem licitações do governo federal a empresários, em troca de gordas comissões? É o dinheiro público indo para o ralo.
Com um congresso tomado de comunistas, e um Supremo também de comunistas, creio que nenhuma punição vão ter esses bandidos. Por outro lado, Demóstenes, nunca pego em ato de corrupção, que agora foi gravado falando com um bicheiro, é colocado injustamente num inferno político. Já está fora do Democratas, e creio que é quase certa sua cassação - claro que milagres existem, muito mais quando o povo protesta. Não posso esperar outra coisa, se for pensar no tipo de político que o cerca em Brasília. A honestidade passa por crime em terra de bandidos. Um conselho de ética infestado de bandidos e esquerdistas não deixará passar a chance de “se livrar” de um defensor da democracia e das liberdades, sejam individuais ou econômicas.
Como a esperança é a última a ir para o cemitério, esperemos que se faça a justiça (palavra que tem se tornado um arcaísmo no português falado no Brasil). Que Demóstenes possa concluir seu mandato, se sua postura continuar se mostrando correta, como atualmente.
Agora só devemos esperar que algum raio de lucidez desperte num grupo organizado de conservadores, na tentativa da erradicação completa do comunismo infiltrado na máquina do Estado, salvando seu caráter democrático.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Manifesto contra minha geração
Ontem, no centro da cidade, eu estava na fila esperando o ônibus que me conduziria a meu bairro, e tive o desprazer de ouvir uma conversa que preferiria não ter ouvido. Logo atrás de mim estava uma mulher que aparentava ter mais de 40 anos. Após estar uns três minutos ali esperando o ônibus, chegou um rapaz, que por sinal estudara com meu irmão, e era conhecido dessa mulher da fila. Para falar a verdade, a coisa que menos gosto quando estou no ônibus é quando dois conhecidos se encontram e começam a conversar perto de mim. Não é em si pelo fato de conversarem perto de mim, mas por eu ser obrigado por meia hora ou mais a escutar sobre as mais variadas banalidades. Mesmo que eu queira não ouvir, não posso colocar as mãos nas orelhas durante toda a viagem, para evitar que esse tipo de lixo sonoro entre em meus ouvidos. Ainda que se desvie a atenção para o que se passa na rua, algo ainda acaba se ouvindo. Existiria como saída usar fones de ouvido, mas não gosto deles para ouvir música, mesmo porque no ônibus prefiro pensar, e a música torna-se uma distração para o pensamento. É triste ouvir a conversa de pessoas sem grandes expectativas e sonhos diante da vida. Mesmo não querendo, acabo ouvindo uma orquestra de banalidades, pessoas que fazem a proeza de gastar seu tempo falando sobre nada. De minha parte prefiro ir só para minha casa, só eu com meus pensamentos. Tenho esse hábito de no ônibus pensar sobre minha vida e trabalho. Muitas vezes resolvo algumas questões só no pensamento. Vou formulando, por exemplo, mentalmente problemas sobre os quais pretendo escrever. Por isso é bom não ter distrações por perto, como pessoas falando banalidades. Felizmente, devido à colonização europeia (alemã, italiana e portuguesa), no sul do Brasil as pessoas são mais “fechadas” e reservadas, por isso no ônibus geralmente as pessoas não conversam. Se for para ouvir somente de bobagens, melhor o silêncio.
Porém, ontem tive o desprazer de ouvir essas duas pessoas conversando atrás de mim. Nisso houve um ponto positivo: foi uma experiência quase antropológica, observar o comportamento de humanos em sociedade e abstrair certos padrões. Acabei aprendendo.
Quando entrei no ônibus e sentei, fiquei torcendo para que eles sentassem bem longe de mim, para não ter de ouvi-los. Para meu azar sentaram relativamente perto, mas o barulho do trânsito e do motor do ônibus abafaram suas vozes. Contudo, entre o instante em que o rapaz chegou ao ponto e o momento em que entrei no ônibus, ouvi fragmentos de uma conversa que me levaram a uma reflexão solitária, que por sua vez me levou a escrever esse texto. O rapaz relatou a mulher que estava na segunda fase de sua faculdade (pelo meu irmão eu já sabia que ele cursava Educação Física na Universidade Federal, que também havia me revalado que esse rapaz só entrou na faculdade por causa das cotas raciais). Além disso, falou a mulher que estava estudando para fazer um concurso para a Caixa Econômica. Ele concluiu com a frase: “Se eu passar estou feito”.
Dias antes tinha tido uma conversa com um amigo justamente sobre isso. Essa frase mostra bem os mais altos ideais da atual geração (dos que nasceram nos anos 80 e 90). Eu tinha falado a meu amigo que o maior objetivo de nossa geração é passar num concurso público, ser mais uma pequena engrenagem na gigantesca máquina onipotente do Estado. Esse ideal oculta uma constatação muito clara: ou você se torna um “escravo” nas mãos da iniciativa privada para ganhar 800 reais por mês, ou você se torna um “escravo” nas mãos do governo. Neste ultimo caso, com a “pequena vantagem” de ter um salário acima da média do trabalhador assalariado. Não há muita opção para minha geração. Para a grande maioria só há essas duas opções. O pior é que minha geração se deixa alienar por essa situação, e sente-se feliz com isso. Não há protestos e iniciativas organizadas para mudar o atual estado de coisas. Resignamo-nos diante da sociedade que nos é imposta pelos que têm o poder político-econômico. Não digo que são todos “escravos”, mas o são todos aqueles que abandonam seus sonhos e vocações para se enquadrar em um desses dois grupos.
Se o jovem não vem de uma família de empresários e políticos, só lhe resta submeter-se a ganhar os baixos salários da iniciativa privada, ou abandonar seus sonhos para ser funcionário público. Não digo que seja vergonhoso pretender uma vaga no serviço público por meio de concurso, mas deve pretender isso se realmente for essa sua vocação. Ser funcionário público deve ser uma opção livre, resultado de sentimento interior mais profundo, e não a única opção de ascensão social. Infelizmente os jovens sabem que na iniciativa privada vão ganhar pouco, sua única porta de fuga para uma vida melhor – segundo pensam – é um concurso, e “se encostar” numa repartição do governo. Isso realmente não é liberdade.
Desejar ascender socialmente não é vergonhoso. O que mostra a pequenez da sociedade brasileira é que a juventude sonha isso apenas por meio do funcionalismo público. A criatividade inerente ao jovem é podada pela educação e pelo meio em que vivem. Numa sociedade saudável haveria várias formas de honestamente ascender socialmente, como por meio da livre iniciativa, com pequenos empreendimentos comerciais, ou pelo estudo, tornando-se um profissional liberal ou um professor. Ocorre que mesmo os que estudam direito atualmente, em sua grande maioria, não sonham em montar seu próprio escritório para por conta própria ganhar seu dinheiro; pelo contrário, em vez de desejarem em primeiro lugar ser um profissional liberal, querem também o concurso público.
Esses fatos mostram o gigantismo do Estado no Brasil, o que é um perigo para a democracia, pois o poder torna-se cada vez mais centralizado e onipresente – tudo passa a girar em torno do governo, inclusive os ideais de vida da juventude. Creio que o tamanho Estado deve ser mínimo, apenas impedindo que abusos contra a liberdade individual sejam cometidos. Mas no Brasil se dá o contrário, o Estado cresce a cada ano e limita cada vez mais a liberdade do cidadão. Torna-se tão grande, que até os sonhos dos jovens é fazer parte dele. Formam-se como que duas castas, os do “Partido” que são políticos e os tecnocratas (com o baixo clero do funcionalismo público), e os escravos que estão fora do Estado e nas mãos da iniciativa privada, a qual vive intimamente ligada ao Estado. Ou seja, quase tudo no Brasil é controlado direta ou indiretamente pelo Estado. Isso demonstra que de fato estamos vivendo um momento em que o atual governo está desmontando as bases da democracia e do capitalismo, as quais lentamente são substituídas pelo modelo comunista. Na Coreia do Norte também é assim, ou você é do Partido, desfrutando das vantagens dessa posição, ou você é escravo do Partido. Esse é o caminho que o Brasil está trilhando. Hoje são pequenos os espaços autênticos de liberdade. Num futuro muito próximo (se é que esse futuro já não chegou) todos estarão trabalhando para o governo, ou como funcionário público, ou como um assalariado, dando, por meio dos impostos, 40% de sua renda para sustentar o Estado.
Por isso tudo não me sinto como parte de minha geração. Não tenho como única meta de vida fazer parte do governo. Sonho mais para minha vida. Fico revoltado ao ver que os ideais de vida de minha geração são os mais limitados e baixos possíveis. Na verdade não há ideais, o que há são somente aspirações materiais. Os únicos desejos são: bom emprego (que seja público), sexo, boa casa e bom carro.
Não é vergonha querer ter bens materiais, mas eles não devem ser a meta final, mas a consequência de uma aspiração mais nobre que não passa primordialmente pelo dinheiro. Devemos em primeiro lugar lutar por nossos sonhos – estudar para ser um profissional bom e honesto com vocação, empenhar-se por abrir um negócio próprio, etc. Qualquer profissão deve ser vista primeiro como uma missão, e a vida familiar também é uma missão. Devemos buscar a excelência em nossas atividades e relacionamentos, isso traz felicidade no trabalho e na família. A excelência é aquilo que traz a prosperidade. A vida deve ser vista como uma missão, cuja meta maior é a busca pela felicidade, que não deve ser individualista. Nossa felicidade individual passa pela busca da felicidade do próximo, que é toda a pessoa com quem convivemos. Mas quando a primeira meta é a prosperidade material, toda a busca pela felicidade se torna sempre frustrada. Se o alvo é a prosperidade material somente, a felicidade autentica foge a cada passo dado. O que ocorre é que minha geração não é feliz justamente porque pensa primeiro em “ficar feito”, e abandona toda visão mais elevada da vida. Minha geração tornou-se vazia, e por isso é deprimida. Esse vazio é consequência da falta de sentido mais profundo das coisas – trabalho, família, religião, sociedade, nação. Sonha-se com o dinheiro, com o qual se compra diversão. É o prazer pelo prazer como objetivo de existência. Essa é a sociedade que substitui a cultura pelo entretenimento, a arte pelo espetáculo.
Não hesito em afirmar que minha geração é uma geração perdida. Que frutos bons podem nascer de uma geração moralmente corrompida, para a qual as atividades sociais são hedonistas e fúteis? Que grande obra pode deixar uma geração que despreza o amor a sabedoria e a cultura? Que herança pode deixar uma geração que mede o valor de tudo pelo pragmatismo e pelo utilitarismo? Que valor tem uma geração que não se interessa em adquirir conhecimentos que não se prestam a uma utilização imediata para a obtenção de dinheiro? Que valor tem uma geração que poda conscientemente as aspirações elevadas do espírito para viver de modo animalesco, tendo como guias únicos o estômago e a vontade pelo sexo? Que consciência da verdade pode ter uma geração que inverte o senso de realidade, para a qual a verdade torna-se mentira, e a mentira transforma-se num dogma inquestionável? Que futuro pode ter uma geração que desconhece seu passado, que vai a faculdade, mas é analfabeta em história e política? Que alma pode ter uma geração que só mira o prazer que se pode obter com o uso do corpo como objeto? Disso tudo o que mais preocupa é fato de que a história que estamos escrevendo será lembrada como um grande vazio, pois há um ponto no vale que uma vez alcançado, dele não podemos continuar descendo, decaindo eternamente.
Por todos esses motivos não me sinto como parte dessa geração. Sou um exilado em meu próprio tempo.
Somente me resta uma consolação: saber que, por milagre, uma minoria ainda restou sem ser contaminada pela decadência desse século. Esses jovens são “a luz do mundo”, motivo pelo qual vale a pena viver e lutar.
Porém, ontem tive o desprazer de ouvir essas duas pessoas conversando atrás de mim. Nisso houve um ponto positivo: foi uma experiência quase antropológica, observar o comportamento de humanos em sociedade e abstrair certos padrões. Acabei aprendendo.
Quando entrei no ônibus e sentei, fiquei torcendo para que eles sentassem bem longe de mim, para não ter de ouvi-los. Para meu azar sentaram relativamente perto, mas o barulho do trânsito e do motor do ônibus abafaram suas vozes. Contudo, entre o instante em que o rapaz chegou ao ponto e o momento em que entrei no ônibus, ouvi fragmentos de uma conversa que me levaram a uma reflexão solitária, que por sua vez me levou a escrever esse texto. O rapaz relatou a mulher que estava na segunda fase de sua faculdade (pelo meu irmão eu já sabia que ele cursava Educação Física na Universidade Federal, que também havia me revalado que esse rapaz só entrou na faculdade por causa das cotas raciais). Além disso, falou a mulher que estava estudando para fazer um concurso para a Caixa Econômica. Ele concluiu com a frase: “Se eu passar estou feito”.
Dias antes tinha tido uma conversa com um amigo justamente sobre isso. Essa frase mostra bem os mais altos ideais da atual geração (dos que nasceram nos anos 80 e 90). Eu tinha falado a meu amigo que o maior objetivo de nossa geração é passar num concurso público, ser mais uma pequena engrenagem na gigantesca máquina onipotente do Estado. Esse ideal oculta uma constatação muito clara: ou você se torna um “escravo” nas mãos da iniciativa privada para ganhar 800 reais por mês, ou você se torna um “escravo” nas mãos do governo. Neste ultimo caso, com a “pequena vantagem” de ter um salário acima da média do trabalhador assalariado. Não há muita opção para minha geração. Para a grande maioria só há essas duas opções. O pior é que minha geração se deixa alienar por essa situação, e sente-se feliz com isso. Não há protestos e iniciativas organizadas para mudar o atual estado de coisas. Resignamo-nos diante da sociedade que nos é imposta pelos que têm o poder político-econômico. Não digo que são todos “escravos”, mas o são todos aqueles que abandonam seus sonhos e vocações para se enquadrar em um desses dois grupos.
Se o jovem não vem de uma família de empresários e políticos, só lhe resta submeter-se a ganhar os baixos salários da iniciativa privada, ou abandonar seus sonhos para ser funcionário público. Não digo que seja vergonhoso pretender uma vaga no serviço público por meio de concurso, mas deve pretender isso se realmente for essa sua vocação. Ser funcionário público deve ser uma opção livre, resultado de sentimento interior mais profundo, e não a única opção de ascensão social. Infelizmente os jovens sabem que na iniciativa privada vão ganhar pouco, sua única porta de fuga para uma vida melhor – segundo pensam – é um concurso, e “se encostar” numa repartição do governo. Isso realmente não é liberdade.
Desejar ascender socialmente não é vergonhoso. O que mostra a pequenez da sociedade brasileira é que a juventude sonha isso apenas por meio do funcionalismo público. A criatividade inerente ao jovem é podada pela educação e pelo meio em que vivem. Numa sociedade saudável haveria várias formas de honestamente ascender socialmente, como por meio da livre iniciativa, com pequenos empreendimentos comerciais, ou pelo estudo, tornando-se um profissional liberal ou um professor. Ocorre que mesmo os que estudam direito atualmente, em sua grande maioria, não sonham em montar seu próprio escritório para por conta própria ganhar seu dinheiro; pelo contrário, em vez de desejarem em primeiro lugar ser um profissional liberal, querem também o concurso público.
Esses fatos mostram o gigantismo do Estado no Brasil, o que é um perigo para a democracia, pois o poder torna-se cada vez mais centralizado e onipresente – tudo passa a girar em torno do governo, inclusive os ideais de vida da juventude. Creio que o tamanho Estado deve ser mínimo, apenas impedindo que abusos contra a liberdade individual sejam cometidos. Mas no Brasil se dá o contrário, o Estado cresce a cada ano e limita cada vez mais a liberdade do cidadão. Torna-se tão grande, que até os sonhos dos jovens é fazer parte dele. Formam-se como que duas castas, os do “Partido” que são políticos e os tecnocratas (com o baixo clero do funcionalismo público), e os escravos que estão fora do Estado e nas mãos da iniciativa privada, a qual vive intimamente ligada ao Estado. Ou seja, quase tudo no Brasil é controlado direta ou indiretamente pelo Estado. Isso demonstra que de fato estamos vivendo um momento em que o atual governo está desmontando as bases da democracia e do capitalismo, as quais lentamente são substituídas pelo modelo comunista. Na Coreia do Norte também é assim, ou você é do Partido, desfrutando das vantagens dessa posição, ou você é escravo do Partido. Esse é o caminho que o Brasil está trilhando. Hoje são pequenos os espaços autênticos de liberdade. Num futuro muito próximo (se é que esse futuro já não chegou) todos estarão trabalhando para o governo, ou como funcionário público, ou como um assalariado, dando, por meio dos impostos, 40% de sua renda para sustentar o Estado.
Por isso tudo não me sinto como parte de minha geração. Não tenho como única meta de vida fazer parte do governo. Sonho mais para minha vida. Fico revoltado ao ver que os ideais de vida de minha geração são os mais limitados e baixos possíveis. Na verdade não há ideais, o que há são somente aspirações materiais. Os únicos desejos são: bom emprego (que seja público), sexo, boa casa e bom carro.
Não é vergonha querer ter bens materiais, mas eles não devem ser a meta final, mas a consequência de uma aspiração mais nobre que não passa primordialmente pelo dinheiro. Devemos em primeiro lugar lutar por nossos sonhos – estudar para ser um profissional bom e honesto com vocação, empenhar-se por abrir um negócio próprio, etc. Qualquer profissão deve ser vista primeiro como uma missão, e a vida familiar também é uma missão. Devemos buscar a excelência em nossas atividades e relacionamentos, isso traz felicidade no trabalho e na família. A excelência é aquilo que traz a prosperidade. A vida deve ser vista como uma missão, cuja meta maior é a busca pela felicidade, que não deve ser individualista. Nossa felicidade individual passa pela busca da felicidade do próximo, que é toda a pessoa com quem convivemos. Mas quando a primeira meta é a prosperidade material, toda a busca pela felicidade se torna sempre frustrada. Se o alvo é a prosperidade material somente, a felicidade autentica foge a cada passo dado. O que ocorre é que minha geração não é feliz justamente porque pensa primeiro em “ficar feito”, e abandona toda visão mais elevada da vida. Minha geração tornou-se vazia, e por isso é deprimida. Esse vazio é consequência da falta de sentido mais profundo das coisas – trabalho, família, religião, sociedade, nação. Sonha-se com o dinheiro, com o qual se compra diversão. É o prazer pelo prazer como objetivo de existência. Essa é a sociedade que substitui a cultura pelo entretenimento, a arte pelo espetáculo.
Não hesito em afirmar que minha geração é uma geração perdida. Que frutos bons podem nascer de uma geração moralmente corrompida, para a qual as atividades sociais são hedonistas e fúteis? Que grande obra pode deixar uma geração que despreza o amor a sabedoria e a cultura? Que herança pode deixar uma geração que mede o valor de tudo pelo pragmatismo e pelo utilitarismo? Que valor tem uma geração que não se interessa em adquirir conhecimentos que não se prestam a uma utilização imediata para a obtenção de dinheiro? Que valor tem uma geração que poda conscientemente as aspirações elevadas do espírito para viver de modo animalesco, tendo como guias únicos o estômago e a vontade pelo sexo? Que consciência da verdade pode ter uma geração que inverte o senso de realidade, para a qual a verdade torna-se mentira, e a mentira transforma-se num dogma inquestionável? Que futuro pode ter uma geração que desconhece seu passado, que vai a faculdade, mas é analfabeta em história e política? Que alma pode ter uma geração que só mira o prazer que se pode obter com o uso do corpo como objeto? Disso tudo o que mais preocupa é fato de que a história que estamos escrevendo será lembrada como um grande vazio, pois há um ponto no vale que uma vez alcançado, dele não podemos continuar descendo, decaindo eternamente.
Por todos esses motivos não me sinto como parte dessa geração. Sou um exilado em meu próprio tempo.
Somente me resta uma consolação: saber que, por milagre, uma minoria ainda restou sem ser contaminada pela decadência desse século. Esses jovens são “a luz do mundo”, motivo pelo qual vale a pena viver e lutar.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Quaresma, origem e significado atual
A quaresma é esse período de quarenta dias que em os católicos fazem penitência em preparação a festividade da morte e ressurreição de Cristo – o maior acontecimento da história da Igreja, em todos os tempos, porque se Cristo não tivesse vencido a morte e ressuscitado, não haveria Igreja, muito menos salvação. Pois a salvação vem da Igreja, na observância de seus mandamentos e sacramentos.
Mas por que quarenta dias de penitência? Eis aí uma pergunta que pode estar na mente de muitos cristãos. Para explicar o que significa a quaresma (e sua duração) cito o livro A Doutrina Cristã, de Santo Agostinho:
Mas a penitência no mundo moderno não é só jejuar, como se fazia no passado. Há diversas formas de penitência eficazes no fortalecimento da fé e da caridade. Porque a penitência não deve ser uma ato sem significado concreto ao cristão, ela deve nos levar a conversão, e conversão significa enraizar-se mais na fé e na prática do amor (caridade). Portanto, podemos nos privar de comprar algo e doar esse dinheiro a uma obra de caridade ou a Igreja; podemos nos abster de um certo alimento que apreciamos muito; podemos de deixar de frequentar festas; ajudar uma família necessitada; doar alimentos; etc. São tantas as formas de praticar a caridade que não daria para listar aqui. O importante é que esses atos exteriores nos levem a uma transformação interior. Por isso quaresma é antes de tudo um tempo de transformação pessoal, no qual nos empenhamos para que nosso coração seja cada vez mais semelhante ao coração de Jesus.
Referência
AGOSTINHO, Santo. A doutrina cristã. 2 ed. São Paulo: Paulus, 2007.
Mas por que quarenta dias de penitência? Eis aí uma pergunta que pode estar na mente de muitos cristãos. Para explicar o que significa a quaresma (e sua duração) cito o livro A Doutrina Cristã, de Santo Agostinho:
“A ignorância dos números também impede compreender quantidade de expressões empregadas nas Escrituras sob forma de figura simbólica.Temos então as sábias palavras de Santo Agostinho. O número 40 é então símbolo da plenitude, e a plenitude da revelação está na encarnação do Verbo. Jesus, cheio do Espírito Santo, após seu batismo nas águas, é levado ao deserto em jejum. Este é um ponto decisivo na vida de Jesus, pois sua retirada ao deserdo é o último ato que faz antes de entrar definitivamente na vida pública. É a “conversão” de Jesus de marceneiro a profeta. Como Deus aspira que todos sejamos profetas – o dom da profecia é o mais elevado dos dons carismáticos -, a Igreja no período de 40 dias antes da Páscoa nos convida a imitar Cristo, ou seja, fazer penitência para que nós também nos convertamos segundo a vontade do Espírito.
“Certamente, um espírito bem nascido sente-se levado a se perguntar o significado do fato de Moisés, Elias e o Senhor terem jejuado por quarenta dias (Ex 24, 18; 1Rs 19, 8; Mt 4, 2). Ora, esse acontecimento propõe um problema simbólico que só é resolvido por exame atento desse número. Compreende o número 40 quatro vezes 10 e, por aí, como que envolve o conhecimento de todas as coisas incluídas no tempo. Pois é num ritmo quaternário que prossegue o curso do dia e do ano. Divide-se o dia em espaços horários de manhã, do meio-dia, da tarde e da noite. O ano estende-se nos meses da primavera, do verão, do outono e do inverno. Ora, enquanto vivemos no tempo, devemos nos privar por abstinência e jejum dos prazeres que o tempo nos proporciona. É certo, aliás, que o próprio curso do tempo ensina-nos a menosprezar o tempo e desejar a eternidade. Por outro lado, o número 10 simboliza o conhecimento do Criador e da criatura, pois 3 designa a Trindade do Criador e 7, a criatura, considerada em sua alma e em seu corpo. Com efeito, na alma, há três movimentos que levam a amar a Deus de todo coração, de toda a alma e de todo o espírito (Mt 22, 37). E no corpo, estão bem manifestos os quatro elementos que os constituem. Consequentemente, este número denário move-nos à ciência [ou seja, conhecimento] do tempo. Isto é, voltando quatro vezes, adverte-nos para vivermos na castidade e na continência, desapegados dos deleites temporais, e prescreve-nos jejuar quarenta dias.
“Eis o que nos explica a Lei personificada em Moisés; eis o que mostra a profecia, representada por Elias; eis o que nos ensina o próprio Senhor. Apoiando-nos no testemunho da Lei dos Profetas, ele apareceu em plena luz, entre essas duas personagens, sob os olhos dos tres discípulos tomados de espanto (Mt 17, 2.3)” (pág. 113).
Mas a penitência no mundo moderno não é só jejuar, como se fazia no passado. Há diversas formas de penitência eficazes no fortalecimento da fé e da caridade. Porque a penitência não deve ser uma ato sem significado concreto ao cristão, ela deve nos levar a conversão, e conversão significa enraizar-se mais na fé e na prática do amor (caridade). Portanto, podemos nos privar de comprar algo e doar esse dinheiro a uma obra de caridade ou a Igreja; podemos nos abster de um certo alimento que apreciamos muito; podemos de deixar de frequentar festas; ajudar uma família necessitada; doar alimentos; etc. São tantas as formas de praticar a caridade que não daria para listar aqui. O importante é que esses atos exteriores nos levem a uma transformação interior. Por isso quaresma é antes de tudo um tempo de transformação pessoal, no qual nos empenhamos para que nosso coração seja cada vez mais semelhante ao coração de Jesus.
Referência
AGOSTINHO, Santo. A doutrina cristã. 2 ed. São Paulo: Paulus, 2007.
Ágape, 7,5 milhões de exemplares vendidos
Pe. Marcelo Rossi é o maior fenômeno editorial brasileiro do século XXI. Será difícil que algum outro livro escrito no Brasil supere esse recorde incontestável.
O sucesso do Ágape está na sua simplicidade. Uma escrita fácil que carrega uma mensagem profunda: o evangelho de são João, que em minha visão se destaca entre os quatro evangelhos, pela sua ênfase na revelação da Trindade. Pe. Marcelo pretende explicar o que é ágape – uma palavra de origem grega que na teologia significa o amor infinito de Deus pela sua criação, em especial pelo homem. Com isso o Pe. Marcelo acaba remodelando o vocabulário da língua portuguesa. Hoje todos no Brasil distinguem o “amor” humano (carnal), do “amor ágape” – distinção que havia no grego, porém não no latim, do qual veio o termo português. Ao final de cada capítulo há uma oração que leva seus leitores a profundos momentos de espiritualidade.
Em seu programa diário na rádio Globo, inúmeras pessoas já deram seus testemunhos sobre a mudança que o Ágape causou em suas vidas. Esse chamado à transformação pessoal do leitor levou este livro a ter tanto sucesso. Virou nos últimos meses o presente proferido de natal e aniversário. A propaganda na rádio, acrescida com a eficaz divulgação de boca em boca, fez de Pe. Marcelo o escritor brasileiro de maior sucesso no século XXI.
Todo dinheiro arrecadado com a venda do Ágape está sendo empregado na construção de um templo católico na cidade de São Paulo.
Um livro como esse tem um efeito benéfico inimaginável sobre a sociedade. Para os que não têm condições, serve como um ótimo psicólogo, aliviando os sofrimentos por que todos passam no dia-a-dia. Como demonstram os testemunhos dados no seu programa, vários foram curados de doenças psíquicas, como a depressão. Diante de tanto sucesso, é improvável que Pe. Marcelo pare com o Ágape. É o que todos nós esperamos.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Carnaval e violência (contra a inteligência)
O nível de democracia e liberdade numa sociedade é inversamente proporcional a quantidade de espetáculos encenados. Ou seja, quanto mais nossa sociedade se torna totalitária, maior é o número de grandes espetáculos fornecidos pelo sistema para distrair o povo. Essa é uma verdade válida para os grandes impérios totalitários da história. Não precisamos regressar ao tempo do Império Romano pagão, com sua política do pão e circo como iniciativa para domesticar as massas, para que estas não se revoltassem contra o sistema. Fiquemos no século XX. Os impérios nazistas e comunistas adotaram a estratégia do espetáculo como arma política para controlar o povo. Basta ver os vídeos dos grandiosos desfiles militares, que eram os espetáculos preferidos da época. Mesmo com a queda oficial do comunismo na União Soviética, na Rússia ainda são feitos desfiles no mesmo estilo faraônico do tempo de Stalin.
Nesses regimes o espetáculo, no qual se exibe o poder bélico da nação, provocava um grande efeito psicológico no povo. Armas de alta tecnologia são sinais evidentes de poder e domínio. Como os governos comunista e nazista se diziam populares, sendo o exército uma força estatal, o povo se sentia parte daquele poderio. Inconscientemente, o espetáculo bélico provocava orgulho no povo de pertencer a uma nação tão poderosa, que pode colocar “medo” nos adversários, um poder que pode dominar sobre qualquer povo mais fraco. Na verdade, essas manifestações públicas em que mísseis transcontinentais eram exibidos em paradas militares evidenciavam como uma grande nação estava refém de uma cúpula imunda de poder onipotente e onisciente, contra a qual nenhuma liberdade individual poderia resistir. Todos aqueles que se manifestavam contra o poder estatal foram fisicamente eliminados. O espetáculo soviético e nazista servia para desviar as atenções, e para construir um imaginário popular de poder e prosperidade nacional, quando na verdade havia repressão violenta, retrocesso e pobreza.
A sociedade do espetáculo hoje continua igual ao tempo soviético e nazista, com a mesma eficácia. O pior é que se tornou operacionalmente mais eficiente. Hoje os opositores do sistema dificilmente são fisicamente eliminados. Eles são isolados, estão cercados por um mar de idiotas. Também lhe tiraram a voz, pois na mídia também não há lugar para a liberdade e inteligência. Criar uma máquina que reprime pela violência é muito caro e psicologicamente negativo, pois estímulos negativos causam revolta dos que são condicionados a docilidade. O comunismo e o nazismo com sua máquina de morte geraram um oceano de opositores. A psicologia comportamentalista (o behaviorismo) mostrou que os estímulos positivos produzem mais efeitos na domesticação que os efeitos negativos. Vejam como se torna um cão totalmente obediente ao seu dono. Não se bate no animal. Muito pelo contrário, se o cão faz aquilo que o treinador quer, lhe dá comida. Isso é feito repetidas vezes, até que chega o dia em que o cão está condicionado a fazer aquilo que seu treinador quer, porque sabe que isso lhe traz um benefício, comida. O cão submete-se ao humano em troca de um prêmio que é a comida.
O condicionamento das massas dá-se igual ao treinamento de cão. O espetáculo é a isca que o treinador dá, e a massa abana seu rabo, sente “livre” para se divertir como quiser – ao mesmo tempo em que é invisivelmente dominado pelas garras de um sistema totalitário. Pode parecer cruel, mas é a pura verdade: todos somos domesticados como cães sem que saibamos disso. Hoje há engenheiros sociais que se utilizam dos conhecimentos de psicologia e sociologia acumulados nos últimos 150 anos para conduzir as massas ao rumo esperado. Seu objetivo, entre tantos outros é moldar a mentalidade do povo de acordo com o interesse do poder econômico, aqueles que estão no ponto mais alto da pirâmide social. Claro que você não achará uma faculdade e ofereça um curso e engenharia social. São poucos os indivíduos que possuem esses conhecimentos, e são muito complexos os meios de que se valem para manipular o povo. Mas quem manipula o povo? O governo? Não, porque o governo também é manipulado. A engenharia social é praticada por aqueles que manipulam o governo, que se ocultam por traz de fantoches democráticos – os três poderes do estado plutocrático de direito.
A engenharia social descobriu com o tempo que é mais eficiente condicionar as massas com estímulos positivos (como o carnaval), que não causam revolta, do que com estímulos negativos – campos de concentração, prisões, câmaras de gás, morte dos adversários. Os estímulos positivos continuam sendo os espetáculos, que não são mais militares, mas “artísticos”, principalmente através de som e vídeo. A indústria da música, da mídia e do cinema são as principais formas de estímulos positivos para distrair o povo. A proliferação dos espetáculos mundiais de música serve para condicionar as massas, ou melhor, condicionam seu subconsciente. A proliferação dos espetáculos esportivos também segue a mesma lógica, distrair e condicionar. O pior é que a cultura do espetáculo que se expandiu por todo o globo durante o século XX não apenas distrai, mas também idiotiza o povo. Para verificar essa tendência a idiotização das pessoas, basta hoje indagar um senhor de 90 anos sobre a juventude de sua época. Ele dará um claro diagnóstico de como a situação hoje piorou. Em grande parte das rodas de jovens hoje não se trata de política e de temas que realmente interessam. As conversas da atual geração são em 99,9% dos casos as maiores banalidades imagináveis. A experiência mais rara que tenho é ouvir na rua duas pessoas tendo conversas realmente produtivas. Quanto menor a faixa etária, piores são os temas. Não digo que as pessoas devam sempre ter conversas intelectuais, mas o que preocupa é que as pessoas não tenham jamais conversas intelectuais. Isso demonstra que de fato os engenheiros sociais estão tendo sucesso no seu trabalho, que é condicionar a massa por meio da sociedade do espetáculo. Domesticam e idiotizam o povo. Se ninguém resiste a isso, o sistema de poder conduz o gado para onde quer, porque é isso que os que realmente tem poder (econômico) pensam do povo, que é gado.
O carnaval brasileiro é só mais uma forma de estímulo positivo, outro instrumento nas mãos do “domador”, mais um diante de tantos outros. No resto do mundo há inúmeros, que não caberia aqui listar e analisar com detalhes. A única esperança contra essa matrix na qual nos colocaram é o conhecimento, o qual só se adquire por conta própria, tendo a boa curiosidade (aquela que nos faz sempre buscar a verdade dessa vida) e muita vontade própria. O conhecimento hoje, como sempre, continua sendo a grande arma contra a alienação.
A parada militar soviética continua hipnotizando o povo, só trocaram o míssil transcontinental pelo carro alegórico, e o pelotão de soldados pela ala das baianas. Afinal de contas, espetáculo é sempre espetáculo.
Nesses regimes o espetáculo, no qual se exibe o poder bélico da nação, provocava um grande efeito psicológico no povo. Armas de alta tecnologia são sinais evidentes de poder e domínio. Como os governos comunista e nazista se diziam populares, sendo o exército uma força estatal, o povo se sentia parte daquele poderio. Inconscientemente, o espetáculo bélico provocava orgulho no povo de pertencer a uma nação tão poderosa, que pode colocar “medo” nos adversários, um poder que pode dominar sobre qualquer povo mais fraco. Na verdade, essas manifestações públicas em que mísseis transcontinentais eram exibidos em paradas militares evidenciavam como uma grande nação estava refém de uma cúpula imunda de poder onipotente e onisciente, contra a qual nenhuma liberdade individual poderia resistir. Todos aqueles que se manifestavam contra o poder estatal foram fisicamente eliminados. O espetáculo soviético e nazista servia para desviar as atenções, e para construir um imaginário popular de poder e prosperidade nacional, quando na verdade havia repressão violenta, retrocesso e pobreza.
A sociedade do espetáculo hoje continua igual ao tempo soviético e nazista, com a mesma eficácia. O pior é que se tornou operacionalmente mais eficiente. Hoje os opositores do sistema dificilmente são fisicamente eliminados. Eles são isolados, estão cercados por um mar de idiotas. Também lhe tiraram a voz, pois na mídia também não há lugar para a liberdade e inteligência. Criar uma máquina que reprime pela violência é muito caro e psicologicamente negativo, pois estímulos negativos causam revolta dos que são condicionados a docilidade. O comunismo e o nazismo com sua máquina de morte geraram um oceano de opositores. A psicologia comportamentalista (o behaviorismo) mostrou que os estímulos positivos produzem mais efeitos na domesticação que os efeitos negativos. Vejam como se torna um cão totalmente obediente ao seu dono. Não se bate no animal. Muito pelo contrário, se o cão faz aquilo que o treinador quer, lhe dá comida. Isso é feito repetidas vezes, até que chega o dia em que o cão está condicionado a fazer aquilo que seu treinador quer, porque sabe que isso lhe traz um benefício, comida. O cão submete-se ao humano em troca de um prêmio que é a comida.
O condicionamento das massas dá-se igual ao treinamento de cão. O espetáculo é a isca que o treinador dá, e a massa abana seu rabo, sente “livre” para se divertir como quiser – ao mesmo tempo em que é invisivelmente dominado pelas garras de um sistema totalitário. Pode parecer cruel, mas é a pura verdade: todos somos domesticados como cães sem que saibamos disso. Hoje há engenheiros sociais que se utilizam dos conhecimentos de psicologia e sociologia acumulados nos últimos 150 anos para conduzir as massas ao rumo esperado. Seu objetivo, entre tantos outros é moldar a mentalidade do povo de acordo com o interesse do poder econômico, aqueles que estão no ponto mais alto da pirâmide social. Claro que você não achará uma faculdade e ofereça um curso e engenharia social. São poucos os indivíduos que possuem esses conhecimentos, e são muito complexos os meios de que se valem para manipular o povo. Mas quem manipula o povo? O governo? Não, porque o governo também é manipulado. A engenharia social é praticada por aqueles que manipulam o governo, que se ocultam por traz de fantoches democráticos – os três poderes do estado plutocrático de direito.
A engenharia social descobriu com o tempo que é mais eficiente condicionar as massas com estímulos positivos (como o carnaval), que não causam revolta, do que com estímulos negativos – campos de concentração, prisões, câmaras de gás, morte dos adversários. Os estímulos positivos continuam sendo os espetáculos, que não são mais militares, mas “artísticos”, principalmente através de som e vídeo. A indústria da música, da mídia e do cinema são as principais formas de estímulos positivos para distrair o povo. A proliferação dos espetáculos mundiais de música serve para condicionar as massas, ou melhor, condicionam seu subconsciente. A proliferação dos espetáculos esportivos também segue a mesma lógica, distrair e condicionar. O pior é que a cultura do espetáculo que se expandiu por todo o globo durante o século XX não apenas distrai, mas também idiotiza o povo. Para verificar essa tendência a idiotização das pessoas, basta hoje indagar um senhor de 90 anos sobre a juventude de sua época. Ele dará um claro diagnóstico de como a situação hoje piorou. Em grande parte das rodas de jovens hoje não se trata de política e de temas que realmente interessam. As conversas da atual geração são em 99,9% dos casos as maiores banalidades imagináveis. A experiência mais rara que tenho é ouvir na rua duas pessoas tendo conversas realmente produtivas. Quanto menor a faixa etária, piores são os temas. Não digo que as pessoas devam sempre ter conversas intelectuais, mas o que preocupa é que as pessoas não tenham jamais conversas intelectuais. Isso demonstra que de fato os engenheiros sociais estão tendo sucesso no seu trabalho, que é condicionar a massa por meio da sociedade do espetáculo. Domesticam e idiotizam o povo. Se ninguém resiste a isso, o sistema de poder conduz o gado para onde quer, porque é isso que os que realmente tem poder (econômico) pensam do povo, que é gado.
O carnaval brasileiro é só mais uma forma de estímulo positivo, outro instrumento nas mãos do “domador”, mais um diante de tantos outros. No resto do mundo há inúmeros, que não caberia aqui listar e analisar com detalhes. A única esperança contra essa matrix na qual nos colocaram é o conhecimento, o qual só se adquire por conta própria, tendo a boa curiosidade (aquela que nos faz sempre buscar a verdade dessa vida) e muita vontade própria. O conhecimento hoje, como sempre, continua sendo a grande arma contra a alienação.
A parada militar soviética continua hipnotizando o povo, só trocaram o míssil transcontinental pelo carro alegórico, e o pelotão de soldados pela ala das baianas. Afinal de contas, espetáculo é sempre espetáculo.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Aborto: cultura da morte
Porque o aborto é uma atitude terminantemente anti-ética?
A discussão sobre o aborto tem erradamente se desviado para a esfera religiosa, o que é um equívoco. Você pode ser agnóstico ou ateu e ser contrário ao aborto. Uma lógica muito simples demonstra que a prática do aborto é anti-ética e um atentado a vida. Vejamos a seguinte questão: alguém em seu estado mental perfeito deseja sua própria morte? Creio que não, pelo menos nunca conheci uma pessoa assim. Falo em “estado mental perfeito” porque se sabe por estatísticas que o índice se suicídio entre pessoas com depressão grave é relativamente alto. Mesmo os suicidas deprimidos não odeiam a vida, odeiam o sofrimento. Matar-se, na mente das pessoas deprimidas, é uma tentativa de escapar ao sofrimento, e não à vida. Se o suicida pudesse encontrar por si mesmo a saída de seu sofrimento para uma vida feliz certamente não se mataria.
Então, como ninguém normal deseja a morte, muito menos gostaria de ser assassinado, correto? Se você soubesse que há alguém agora mesmo tramando sua morte o que faria? Denunciaria a polícia a pessoa que planeja lhe tirar a vida, certo? Denunciaria pelo desejo de viver, que é inerente a condição humana. A morte é o maior sofrimento porque passamos, porque todos querem a vida e felicidade, e ninguém deseja a própria morte e infelicidade.
Posto isso, cabe uma nova pergunta: você gostaria que alguém tivesse tirado sua vida antes mesmo que sua mãe o tivesse dado à luz? Novamente a resposta lógica é não, pelo mesmo motivo da resposta anterior. Tirar a vida que quem não nasceu é aborto. Se o assassinato de pessoas adultas é crime – um atentado contra a vida – o aborto também o é. Não há nada de religioso nisso, é pura lógica. O desejo de viver é inerente a nós, por isso não iríamos gostar se nossa mãe nos abortasse, privando-nos de ser feliz, ter uma vida cheia de realizações, plena e produtiva. Como o aborto vai contra a vontade humana pela auto-conservação de sua própria vida, não é ético tirar a vida de quem não pode se defender - isso vale até para a guerra, um soldado não pode matar o inimigo rendido.
Tenho a certeza absoluta que todos aqueles que defendem o aborto não iriam gostar se suas mães os tivessem abortado. Então como podemos concordar com a morte do próximo? A cultura do aborto é uma cultura contrária a vida, ou melhor, é a expressão máxima de uma cultura que despreza o valor da vida. Muitos defendem que mulheres pobres, sem condição de dar uma vida digna a seus filhos, deveriam abortar, pois a pobreza é terreno fértil para a criação de criminosos. Isso não se justifica. Se uma mulher está grávida e sabe que não terá condições de sustentar seu filho pode dá-lo para a adoção. No Brasil há uma imensa fila de casais a espera de uma criança para adotar, e a adoção de bebês é ainda mais fácil. Certamente é melhor dar seu filho para a adoção – para que seja amado e bem criado – que matar uma pessoa.
Há um outro argumento científico que demonstra o absurdo que é o aborto. Está demonstrado que os índices de suicídios entre mulheres que abortaram é muito mais elevado (por volta de 7 vezes), em virtude dos dados psicológicos – a consciência de ter tirado uma vida e não ter como voltar atrás -, sem contar os elevados índices de depressão grave nesse grupo de mulheres.
A cultura da morte já existiu no passado, por exemplo, em Roma. Ela era uma sociedade que desrespeitava em grandes proporções o direito natural a vida humana. Construíam arenas em que milhares eram mortos nos grandes jogos oferecidos pelos imperadores; crucificavam os inimigos do estado ao longo das estradas para morrerem agonizando; abandonavam crianças nas ruas para morrerem a própria sorte; escravizavam os prisioneiros de guerra... Nessa sociedade da morte que era Roma antiga, o aborto era amplamente feito, como demonstra Paul Veyne (História da vida privada, volume I).
A crescente defesa do aborto é mais um sintoma da revolução cultural no sentido da volta à sociedade da morte romana. Voltamos ao paganismo, tornamo-nos neo-pagãos. Esse é um fenômeno cultural de clara decadência.
Aqueles que defendem a vida não necessitam ser religiosos. A religião tem implicações éticas, mas é possível ser ético sem envolver questões religiosas. Dessa forma, numa sociedade laica, o discurso contrário ao aborto só terá sucesso se for dissociado de questões teológicas. Pela ciência demonstra-se que a manutenção da vida é melhor que o aborto para a saúde da mãe. Cabe então a luta política que iniba a propagação dessa cultura contrária ao valor da vida humana.
Estranho fato, um paradoxo do irracionalismo atual: é crime matar um animal da fauna nativa, mas há quem creia que não é crime matar humanos. É essa a lógica do animal irracional que habita em nós, e se propaga a passos largos na atual e triste pós-modernidade. Infelizmente, esse "animal" cresce como nunca, e começa a dominar o homem racional que habita em tão poucos.
A discussão sobre o aborto tem erradamente se desviado para a esfera religiosa, o que é um equívoco. Você pode ser agnóstico ou ateu e ser contrário ao aborto. Uma lógica muito simples demonstra que a prática do aborto é anti-ética e um atentado a vida. Vejamos a seguinte questão: alguém em seu estado mental perfeito deseja sua própria morte? Creio que não, pelo menos nunca conheci uma pessoa assim. Falo em “estado mental perfeito” porque se sabe por estatísticas que o índice se suicídio entre pessoas com depressão grave é relativamente alto. Mesmo os suicidas deprimidos não odeiam a vida, odeiam o sofrimento. Matar-se, na mente das pessoas deprimidas, é uma tentativa de escapar ao sofrimento, e não à vida. Se o suicida pudesse encontrar por si mesmo a saída de seu sofrimento para uma vida feliz certamente não se mataria.
Então, como ninguém normal deseja a morte, muito menos gostaria de ser assassinado, correto? Se você soubesse que há alguém agora mesmo tramando sua morte o que faria? Denunciaria a polícia a pessoa que planeja lhe tirar a vida, certo? Denunciaria pelo desejo de viver, que é inerente a condição humana. A morte é o maior sofrimento porque passamos, porque todos querem a vida e felicidade, e ninguém deseja a própria morte e infelicidade.
Posto isso, cabe uma nova pergunta: você gostaria que alguém tivesse tirado sua vida antes mesmo que sua mãe o tivesse dado à luz? Novamente a resposta lógica é não, pelo mesmo motivo da resposta anterior. Tirar a vida que quem não nasceu é aborto. Se o assassinato de pessoas adultas é crime – um atentado contra a vida – o aborto também o é. Não há nada de religioso nisso, é pura lógica. O desejo de viver é inerente a nós, por isso não iríamos gostar se nossa mãe nos abortasse, privando-nos de ser feliz, ter uma vida cheia de realizações, plena e produtiva. Como o aborto vai contra a vontade humana pela auto-conservação de sua própria vida, não é ético tirar a vida de quem não pode se defender - isso vale até para a guerra, um soldado não pode matar o inimigo rendido.
Tenho a certeza absoluta que todos aqueles que defendem o aborto não iriam gostar se suas mães os tivessem abortado. Então como podemos concordar com a morte do próximo? A cultura do aborto é uma cultura contrária a vida, ou melhor, é a expressão máxima de uma cultura que despreza o valor da vida. Muitos defendem que mulheres pobres, sem condição de dar uma vida digna a seus filhos, deveriam abortar, pois a pobreza é terreno fértil para a criação de criminosos. Isso não se justifica. Se uma mulher está grávida e sabe que não terá condições de sustentar seu filho pode dá-lo para a adoção. No Brasil há uma imensa fila de casais a espera de uma criança para adotar, e a adoção de bebês é ainda mais fácil. Certamente é melhor dar seu filho para a adoção – para que seja amado e bem criado – que matar uma pessoa.
Há um outro argumento científico que demonstra o absurdo que é o aborto. Está demonstrado que os índices de suicídios entre mulheres que abortaram é muito mais elevado (por volta de 7 vezes), em virtude dos dados psicológicos – a consciência de ter tirado uma vida e não ter como voltar atrás -, sem contar os elevados índices de depressão grave nesse grupo de mulheres.
A cultura da morte já existiu no passado, por exemplo, em Roma. Ela era uma sociedade que desrespeitava em grandes proporções o direito natural a vida humana. Construíam arenas em que milhares eram mortos nos grandes jogos oferecidos pelos imperadores; crucificavam os inimigos do estado ao longo das estradas para morrerem agonizando; abandonavam crianças nas ruas para morrerem a própria sorte; escravizavam os prisioneiros de guerra... Nessa sociedade da morte que era Roma antiga, o aborto era amplamente feito, como demonstra Paul Veyne (História da vida privada, volume I).
A crescente defesa do aborto é mais um sintoma da revolução cultural no sentido da volta à sociedade da morte romana. Voltamos ao paganismo, tornamo-nos neo-pagãos. Esse é um fenômeno cultural de clara decadência.
Aqueles que defendem a vida não necessitam ser religiosos. A religião tem implicações éticas, mas é possível ser ético sem envolver questões religiosas. Dessa forma, numa sociedade laica, o discurso contrário ao aborto só terá sucesso se for dissociado de questões teológicas. Pela ciência demonstra-se que a manutenção da vida é melhor que o aborto para a saúde da mãe. Cabe então a luta política que iniba a propagação dessa cultura contrária ao valor da vida humana.
Estranho fato, um paradoxo do irracionalismo atual: é crime matar um animal da fauna nativa, mas há quem creia que não é crime matar humanos. É essa a lógica do animal irracional que habita em nós, e se propaga a passos largos na atual e triste pós-modernidade. Infelizmente, esse "animal" cresce como nunca, e começa a dominar o homem racional que habita em tão poucos.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Albert Einstein é uma fraude
As revistas de divulgação científica e canais como Discovery e National Geographic – os veículos de desinformação da mídia corporativa – insistem em sustentar o mito Einstein, passando ao povo o que se formou como senso-comum do gênio: aquele sujeito que reinventa sozinho toda a ciência. Isso não existe. Quem trabalha com pesquisa científica, como eu mesmo, sabe muito bem que a ciência é uma construção coletiva. Cada cientista humildemente coloca seu tijolinho no grande edifício que é a ciência. Dia desses vi na TV um documentário grotesco sugerindo que todos os avanços tecnológicos do século XX são conseqüências das “descobertas” de Einstein.
Se tivermos que eleger o maior cientista da história, esse talvez seja Newton, cujas leis da física que descobriu continuam válidas até hoje. Outro cientista que aprecio é Leibniz, o inventor de uma nova matemática – o calculo integral e derivacional. Sem sua matemática, que é ensinada a todos os alunos de disciplinas exatas nas faculdades, os grandes avanços da ciência moderna, como os feitos das engenharias, não seriam possíveis.
O destaque que se dá a Einstein se deve muito mais por motivos políticos que científicos. Einstein era um adepto do sionismo político. E como a mídia corporativa apóia o sionismo, dão a Einstein todas as glórias pelo que nunca fez.
Numa entrevista publicada em 1996, o maior cientista brasileiro César Lattes desmistifica a verdadeira face de Einstein.
Entrevista com César Lattes publicada em 1996 no Diário do Povo da cidade de Campinas
(....)
César Lattes — Einstein é uma fraude. Ele não sabia a diferença entre uma grandeza física e uma medida de grandeza. Uma falha elementar.
D.P. — E onde exatamente ele cometeu a falha da qual o senhor está falando?
César Lattes — Quando ele plagiou a Teoria da Relatividade do físico e matemático francês Henri Poincaré, em 1905.
A Teoria da Relatividade não é invenção dele. Já existe há séculos. Vem da Renascença, de Leonardo Da Vinci, Galileu e Giordano Bruno. Quem realizou os cálculos corretos para a Relatividade foi Poincaré.
A fama de Einstein é mais fruto do seu lobby do que do seu mérito como cientista.
Ele plagiou a Teoria da Relatividade. Se você pegar o livro de História da Física, de Whittaker, você verá que a Teoria da Relatividade é atribuída a Henri Poincaré e Hendrik Lorentz.
Na primeira edição da teoria da relatividade de Einstein, que ele chamou de Teoria da Relatividade Restrita, ele confundiu medida com grandeza. Na segunda edição, a Teoria da Relatividade Geral, ele confundiu o número com a medida. Uma grande bobagem.
D.P. — Então o senhor considera a Teoria da Relatividade errada? Aquela famosa equação E=MC² está errada?
César Lattes — A equação está certa. É do Henri Poincaré. Já a teoria da relatividade do Einstein está errada. E há vários indícios que comprovam esse ponto de vista.
D.P. — Mas professor, periodicamente lemos que "mais uma teoria de Einstein foi comprovada"...
César Lattes — É a turma dele, o lobby, que continua a alimentar essa lenda. Tem muita gente ganhando a vida ensinando as teorias do Einstein.
D.P. — Mas, e o Prêmio Nobel que ele ganhou por sua pesquisa sobre o efeito fotoelétrico em 1921?
César Lattes — Foi uma teoria furada. A luz é principalmente onda. Ele disse que a luz viajava como partícula. Está errado, é somente na hora da emissão da luz que ela se apresenta como partícula. E essa constatação já tinha sido feita por Max Planck.
(....)
Fonte: http://www.alfredo-braga.pro.br/discussoes/cesarlattes.html
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